Creches fecham, asilos abrem: como a queda da natalidade já muda o cotidiano no Leste Asiático e na Europa — e o que isso anuncia ao mundo

 

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Na Coreia do Sul, em muitas regiões fora da capital, Seul, crianças se tornaram raras nas ruas. Em 2023, enquanto a taxa global de fecundidade ficou em 2,3 filhos por mulher — próxima do nível de reposição populacional, estimado em 2,1 —, o país asiático registrava menos de 1 filho por mulher, após uma queda vertiginosa desde os anos 1950, quando superava 6. No mesmo ano, a vila litorânea de Iwon-myeon, na província de Chungcheong do Sul, registrou apenas um nascimento. Um relatório recente do Instituto Coreano de Cuidado Infantil e Educação levanta preocupações sobre o futuro das creches no país, onde a taxa de fecundidade atualmente é de 0,7 (a menor de qualquer nação do mundo). Segundo o estudo, o rápido declínio demográfico pode levar ao fechamento de cerca de um terço dessas instituições até 2028. Para especialistas ouvidos pelo GLOBO, a conjuntura demográfica da Coreia do Sul é um prenúncio dos impactos práticos que o mundo, principalmente o Leste Asiático e parte da Europa, cada vez mais vai enfrentar com a flagrante queda da taxa de fertilidade — um fenômeno que já obriga países a repensarem não apenas suas economias, mas o funcionamento cotidiano da sociedade. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.