Crânio espacial? Telescópio James Webb revela imagem inédita de nebulosa com formato de cérebro ao redor de estrela quase morta; veja

 

Fonte:


Novas imagens do telescópio James Webb, da Nasa, revelaram detalhes inéditos de uma nebulosa rara e pouco estudada formada ao redor de uma estrela em seus estágios finais de vida. Conhecida como Nebulosa PMR 1, a estrutura ganhou o apelido de “Exposed Cranium” (crânio exposto) por sua aparência incomum, semelhante a um cérebro envolto por um crânio transparente.

Vídeo: meteoro cruza céu dos EUA e provoca estrondo ouvido em estados de Ohio e Pensilvânia

Entenda: Astrônomos descobrem possível motor das explosões mais brilhantes do Universo

Observada em comprimentos de onda do infravermelho próximo e médio, a nebulosa apresenta camadas distintas de gás e poeira, além de uma divisão escura central que reforça o aspecto de “cérebro”. As imagens indicam que jatos poderosos de material podem estar moldando essa estrutura peculiar, oferecendo um raro vislumbre de uma fase breve e dramática da evolução estelar.

Nebulosa PMR 1, estrutura que ganhou o apelido de “Exposed Cranium” (crânio exposto)

Divulgação: Nasa

Descoberta originalmente há mais de uma década pelo telescópio espacial Telescópio Espacial Spitzer, já aposentado, a nebulosa agora é vista com muito mais nitidez graças aos instrumentos avançados do Webb, que permitem identificar detalhes antes invisíveis.

As observações mostram sinais claros de diferentes etapas de desenvolvimento: uma camada externa composta principalmente por hidrogênio, expelida anteriormente pela estrela, e uma região interna mais complexa, formada por uma mistura de gases e estruturas detalhadas. No centro, uma faixa escura vertical divide a nebulosa em duas partes, sugerindo a ação de fluxos de material emitidos pela estrela — possivelmente impulsionados por jatos duplos em direções opostas.

Leia também: Equipe internacional de astrônomos descobrem raro sistema estelar com quatro 'sóis'; entenda

Embora muitos aspectos do objeto ainda sejam incertos, os cientistas afirmam que a nebulosa está sendo moldada por uma estrela que se aproxima do fim de sua vida. Nesse estágio, é comum que estrelas expulsem suas camadas externas para o espaço. Dependendo de sua massa, o destino final pode variar: se for suficientemente grande, a estrela pode explodir como uma supernova; se tiver características semelhantes às do Sol, deve evoluir para uma anã branca, resfriando-se lentamente ao longo de bilhões de anos.

Considerado o observatório espacial mais avançado já construído, o James Webb Space Telescope é resultado de uma colaboração internacional entre a NASA, a European Space Agency e a Canadian Space Agency, e continua ampliando o conhecimento sobre a formação e a evolução do universo.