CPMI do INSS ouve nesta segunda (9) empresário Paulo Camisotti e deputado Edson Araújo

 

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A CPMI do INSS marcou para esta segunda-feira (9) os depoimentos do empresário Paulo Camisotti e do deputado estadual pelo Maranhão Edson Araújo, do PSB. O empresário é filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso por envolvimento na fraude dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas.

Ele é apontado como administrador de empresas que serviam para lavar dinheiro retirado indevidamente das aposentadorias.

Segundo as investigações, o dinheiro saía das associações, passava pelas empresas da família Camisotti e era distribuído para outros núcleos do esquema.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, do Podemos, criticou decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que garantiu ao empresário Paulo Camisotti o direito de ficar em silêncio durante o depoimento.

O deputado Edson Araújo é apontado como uma peça-chave no núcleo político e associativo do esquema que realizava descontos indevidos em benefícios de aposentados.

Dados compartilhados com a CPMI indicam que Edson Araújo teria movimentado 54 milhões de reais em apenas 30 dias.

Outra linha de investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União aponta que ele teria recebido mais de 5 milhões de reais de entidades ligadas à pesca que participavam das fraudes no INSS entre 2023 e 2024.

O deputado Edson Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura e preside a Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão.

A suspeita é que essas entidades eram usadas para "triangular" o dinheiro retirado ilegalmente dos aposentados.