CPMI do INSS: Base e oposição fazem acordo e barram quebra de sigilos de aliados de Lula e Bolsonaro

 

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No primeiro dia de trabalhos após o recesso parlamentar, integrantes da base governista e da oposição chegaram a um acordo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para evitar a convocação e a quebra de sigilos de aliados tanto do presidente Lula, quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os requerimentos que deixaram de ser votados estava a proposta de quebra de sigilo do filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, ex-integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça. Também foram barradas solicitações envolvendo Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, filho do presidente, e do ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni.

Parlamentares ainda impediram a análise de pedidos relacionados ao Banco Master, como a quebra de sigilo bancário da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro e um requerimento ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) solicitando informações sobre relatórios que teriam embasado a quebra de sigilo fiscal do banco.

A CPMI retomou os trabalhos nesta quinta-feira (5). A expectativa inicial era ouvir Daniel Vorcaro na sessão, mas o depoimento foi adiado para 26 de fevereiro após acordo com a defesa.

O início das atividades foi marcado por trocas de acusações entre base e oposição, que tentam atribuir responsabilidades a aliados dos dois campos políticos. Entre os nomes citados nas discussões estão Lulinha e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.