Couto oficializa troca na corregedoria da PM; mudança havia sido definida antes de policiais serem flagrados envolvidos na morte de empresário na Pavuna

 

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O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, oficializou nesta terça-feira a troca no comando da Corregedoria da Polícia Militar: o coronel Marcelo Ramos do Carmo assume o posto no lugar do coronel Ângelo da Costa Pereira. A medida foi publicada no Diário Oficial um dia após a divulgação de imagens de câmeras corporais que contradizem a versão apresentada por policiais sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, na Zona Norte.

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Apesar da coincidência temporal, a substituição não foi motivada pelo episódio. A mudança já havia sido definida semanas antes, no contexto da reestruturação promovida após a posse do novo secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, em março.

Novo corregedor da Polícia Militar Coronel Marcelo Ramos do Carmo

Reprodução/ redes sociais

Marcelo Ramos do Carmo já vinha exercendo as funções de corregedor desde o fim de março. Segundo a Polícia Militar, ele assumiu, na prática, o comando do setor no dia 31, após ser escolhido pelo novo secretário. A formalização, no entanto, só ocorreu agora, por meio de publicação oficial. Ainda de acordo com a corporação, o caso do empresário, inclusive, já está sendo tocando pelo novo corregedor.

Ele substitui o coronel Ângelo da Costa Pereira, conhecido como Coronel Pereira, que ocupava o cargo desde 2025, após indicação do ex-secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira. À frente da Corregedoria, participou de agendas institucionais da corporação, incluindo a inauguração de estruturas administrativas, como a 3ª Delegacia de Julgamento da PM, em Belford Roxo.

Com trajetória extensa na corporação, o novo corregedor acumulou funções estratégicas ao longo da carreira. Entre os principais cargos, estão o comando do Batalhão de Polícia Rodoviária, do 12º BPM e do 35º BPM, além da chefia do Estado-Maior Geral da PM. Também atuou como subcomandante de unidades operacionais, como o 3º e o 30º BPM, e da unidade prisional da corporação.

Na área administrativa, ocupou posições como diretor-geral de Tecnologia da Informação e Comunicação, chefe da Diretoria de Licitações e Contratos e da Seção de Movimentação da Diretoria Geral de Pessoal. Teve ainda passagem pela própria Corregedoria, onde chefiou a área de apoio administrativo-financeiro, além de funções como subajudante-geral.

O oficial também atuou em frentes operacionais e estratégicas, como coordenador do Grupamento Especial Tático Móvel (Getam) e na Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança, além de ter comandado a Escola Superior de Polícia Militar e ocupado cargos em outros órgãos estaduais, como o Laboratório Industrial Farmacêutico.

A Corregedoria é uma das áreas mais sensíveis da estrutura da Polícia Militar, responsável por conduzir investigações internas, apurar irregularidades e aplicar sanções disciplinares a agentes da corporação.

A formalização da troca ocorre em meio à forte repercussão do caso da Pavuna. As imagens das câmeras corporais mostram que policiais monitoraram a vítima por mais de uma hora antes dos disparos e que não houve ordem de parada nem reação que justificasse confronto, versão inicialmente sustentada pelos agentes envolvidos.

A mudança no setor faz parte de um movimento mais amplo iniciado em março, quando o coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra assumiu a Secretaria de Estado de Polícia Militar, em substituição ao coronel Marcelo de Menezes Nogueira, que deixou o cargo para disputar as eleições. Desde então, o novo comando vem promovendo ajustes em áreas consideradas estratégicas da corporação.

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