Cotado para a vice de Flávio, Zema cita direita 'envovlida com coisas erradas' e critica 'frutas podres' no PL

 

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo Romeu Zema fez críticas diretas ao campo da direita nesta segunda-feira e disse que o PL tem "frutas podres". A declaração ocorre em meio a especulação de que Zema poderia abrir mão de ser cabeça de chapa para ser alocado como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto.

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— Eu sou uma direita que não tem corrupção, não tem escândalo. E tem direita aí que também está envolvida com coisas erradas. Então eu sou de direita, mas sou diferente. No PL eu acho que tem algumas frutas podres lá. No Novo, se tiver, a gente coloca para fora — disse Zema após participação em evento da Associação Comercial de São Paulo.

O ex-governador também foi questionado sobre um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL. A gravação segue um viral nas redes, chamado “Será?”, em que os dois brincam com a possibilidade de formar uma chapa presidencial, invertendo especulações recorrentes sobre Zema ser vice.

No vídeo, o mineiro aparece ao lado de Flávio e sugere, em tom descontraído, que o senador poderia ser seu vice, ao que o parlamentar responde com a frase “será?”, antes de ambos rirem. A publicação ocorre em meio a discussões sobre possíveis alianças para 2026.

Questionado sobre o conteúdo, Zema desconversou e afirmou que se tratou apenas de um momento de descontração. Apesar disso, nos bastidores, o nome do ex-governador é citado como possível vice em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele, no entanto, tem reiterado que pretende manter sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Zema também defendeu a prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e elevou o tom das críticas ao Judiciário, mirando principalmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A fala ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso Master, que apontam ligações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. O caso motivou pedidos de impeachment no Senado contra Toffoli e Moraes por crimes de responsabilidade. Contra Toffoli, pesa a acusação de julgar processos nos quais seria suspeito; já Moraes é acusado de conduta incompatível com o cargo.

— Os intocáveis são aqueles que se consideram acima da lei (…). Principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão — disse Zema a jornalistas.