Correios devem abrir em breve novo plano de demissão voluntária, após primeira versão do PDV terminar abaixo do previsto

 

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A direção dos Correios deverá anunciar em breve um novo plano de demissão voluntária (PDV). A estratégia desta vez é direcionar o programa para as unidades da estatal que serão fechadas. São mil agências e centro de tratamento e distribuição de cargas.

O novo PDV será aberto após o programa aberto neste ano ter encerrado com a adesão de 3.075 funcionários de uma meta de 10 mil.

Até o fim de 2027, a meta é desligar do quadro um total e 15 mil trabalhadores e gerar uma economia de R$ 1,4 bilhão. Caso a empresa não consiga cortar gastos e gerar receitas adicionais, a direção não descarta demissões, alegando a situação financeira.

A estatal fechou o ano passado com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, rombo que deverá se aproximar de R$ 10 bilhões neste ano, mesmo com o plano de reestruturação que está sendo executado pela nova direção da empresa.

Os detalhes do PDV estão sendo negociados com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), subordinada ao Ministério da Gestão. As condições não deverão ser melhores em relação ao PDV que se encerrou.

Segundo a direção da estatal, o plano de reestrutação, contrapartida para o aval da União ao empréstimo bancário de R$ 12 bilhões obtido em dezembro, está sendo executado conforme foi definido. Além do PDV, houve redução de gastos desnecessários com horas extras e implementação do plano de novo cargos e salários, por exemplo.

Para manter as contas em dia com fornecedores, prestadores de serviço e folha de salários, a estatal negocia com os bancos outro empréstimo com aval da União no valor de R$ 7 bilhões ainda no primeiro semestre.

Plano entra na fase de geração de receitas

Para impulsionar as receitas, a empresa trabalha na formalização de oito parceiras, que prevê entre outras medidas, venda de produtos no balcão das agências. Também faz parte da estratégia alugar infraestrutura ociosa, como galpões, para órgãos públicos, estados e municípios.

Aém disso, algumas agências no interior estão sendo repassadas aos municípios por meio de convênio que as prefeituras assumem a administração e são remuneradas pelos Correios, em uma espécie de franquia.