Corredor de 33 anos morre após passar mal na Maratona de Miami; caso é inédito em 24 anos
A morte do corredor Julien Autissier, de 33 anos, registrada neste domingo (25), marcou a primeira fatalidade nos 24 anos de história da Maratona de Miami. O atleta passou mal durante a prova, no quilômetro 30,5, em meio a milhares de participantes que percorriam as ruas do centro da cidade.
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Autissier foi socorrido por paramédicos e levado ao Mercy Hospital, onde morreu, segundo informou o Miami New Times. Um diagnóstico preliminar aponta a possibilidade de uma parada cardíaca súbita, embora a causa definitiva ainda dependa de exames forenses.
Emergência médica durante a prova
De acordo com Nathaly Macomber, esposa do corredor, a polícia relatou que Autissier vomitou e perdeu a consciência durante a corrida. Equipes de resgate foram acionadas e prestaram atendimento imediato no local antes do transporte ao hospital. Macomber afirmou ao Miami New Times que ainda não teve acesso aos registros médicos nem ao boletim de ocorrência.
O vice-comissário Pete Sanchez, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Miami, confirmou a operação de emergência. “Transportamos um homem da corrida para o Hospital Mercy, onde ele sofreu uma emergência médica, foi atendido e levado em estado crítico”, disse Sanchez ao Miami New Times. As autoridades não divulgaram mais detalhes clínicos por causa das normas de privacidade.
Segundo a esposa, Autissier não tinha histórico conhecido de problemas cardíacos ou outras doenças e mantinha um estilo de vida ativo. Semanas antes da maratona, havia participado de atividades físicas intensas, como a escalada dos vulcões Acatenango e Fuego, na Guatemala. “Ele era muito forte e rápido”, afirmou Macomber ao Miami New Times, dizendo que jamais imaginou que algo assim pudesse acontecer.
Nascido na França, Autissier vivia nos Estados Unidos, onde conheceu Macomber. O casal se casou em Amsterdã, em 2019. Ele trabalhava como analista financeiro na Saxena White, escritório especializado em litígios de valores mobiliários, e estudava para um segundo exame profissional. Familiares o descrevem como dedicado à família e muito atencioso no dia a dia.
O caso foi encaminhado ao Instituto Médico Legal do Condado de Miami-Dade, que aguarda o resultado da autópsia para determinar a causa da morte. Procurados pelo Miami New Times, os organizadores da prova, a Life Time, e a polícia local não comentaram. O laudo final ainda está pendente.
