Corpos amontoados em necrotérios e famílias humilhadas: a indignidade após a repressão com estimados 10 mil mortos no Irã

 

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As famílias vasculhavam freneticamente pilhas de corpos em um cemitério do Irã, tão amontoados que os vivos precisavam tomar cuidado para não pisar nos mortos. Entre lamentos e xingamentos, procuravam nos sacos mortuários o número atribuído a seus entes queridos para o sepultamento — uma camada surreal de burocracia imposta a um pesadelo caótico. O ponto de ruptura veio quando trabalhadores do cemitério, com aparência exausta, chegaram em caminhões refrigerados e despejaram ainda mais corpos no chão, sem qualquer delicadeza, diante de pessoas que haviam ido enterrar filhos, irmãos, pais e mães. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.