O corpo de Leandro Henrique, que morreu nesta quarta-feira, três dias após sofrer um acidente durante um páreo no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, vai ser velado nesta quinta-feira, das 15h às 17h, no salão de apostas do clube (no térreo da tribuna social do hipódromo), e será aberto ao público.
Em post nas redes sociais, o Jockey informa que "disponibilizará equipe de apoio no local para acolhimento da família e orientação do público durante a cerimônia".
Ainda não há informações sobre o enterro, que será em Recife, sua cidade natal.
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Leandro, de 27 anos, sofreu o acidente durante o segundo páreo da programação do último domingo.
O cavalo que montava saiu da pista e pulou os cavaletes, derrubando o jóquei, que sofreu uma fratura exposta no quadril e traumatismo craniano.
Segundo o Jockey Club, o Flamengo, clube do qual o atleta era torcedor, fará uma homenagem a ele no dia 30 de agosto, durante a partida contra o Botafogo, no Maracanã, "em reconhecimento à sua trajetória e à sua paixão pelo clube rubro-negro".
O atleta começou a montar aos 9 anos, ainda em Recife.
Ele participou do projeto Jockey do Futuro, que ensina crianças a montar pôneis.
Aos 16 anos, em 2015, veio para o Rio de Janeiro para seguir o sonho de se tornar jóquei.
Ao longo da carreira, conquistou diversas provas graduadas e trabalhou para importantes proprietários.
O Grande Prêmio Brasil, vencido em junho, era um sonho pessoal.
Cerca de 15 dias antes do acidente, havia sido contratado pelo Haras Santa Maria de Araras, considerado por profissionais do turfe como um dos principais criadores de cavalos de corrida da América Latina.
Antes disso, trabalhava para o Stud Red Rafa, proprietário pelo qual venceu o Grande Prêmio Brasil.
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— Ele não tinha dimensão da grande estrela que seria dentro desse esporte.
Ele é uma referência para a gente.
Conquistou tudo.
Era um jóquei de muita qualidade e muito admirado — contou sua companheira, Victoria Mota, que também tem formação como joqueta.
Segundo Victoria, Leandro estava muito feliz com a nova fase profissional.
Ele havia começado a fazer mais preparação física e a cuidar da alimentação.
Ele também sonhava montar fora do Brasil e, embora tivesse recebido algumas propostas, ainda não considerava que era o momento.
Os dois têm uma filha, Manoela, de 1 ano.
Leandro Henrique, Victoria Mota e a filha, Manoela, durante a comemoração de 1 ano da menina
Arquivo Pessoal
— Ele estava num momento muito animado da carreira, muito promissor.
Infelizmente, isso foi interrompido no melhor momento para ele — disse Victoria.
— Foi 100% uma fatalidade.
Não foi nada que pudesse ter sido evitado de outra forma.
Foi realmente uma extrema má sorte.
Por uma questão de centímetros.
Ele poderia ter caído um pouco mais para um lado ou para o outro e não teria tido esse primeiro impacto com a cerca.
Se o cavalo tivesse caído um pouco mais para a esquerda ou para a direita, ele teria caído direto no solo.
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Em homenagem nas redes sociais, o Jockey Club diz que "Leandro era um profissional dedicado e muito querido por toda comunidade turfística".
E que "neste momento de profunda tristeza, se solidariza com familiares, amigos e colegas de profissão".
