Corpo da PM Gisele Alves Santana é exumado para investigação da morte
O corpo da policial militar encontrada morta com tiro na cabeça foi exumado para novos exames realizados nesta sexta-feira (6). O processo foi pedido pela Polícia Civil e autorizado pelo Tribunal de Justiça para esclarecer as circunstâncias da morte da soldado Gisele Alves Santana, que morreu em fevereiro.
A PM foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, no centro de São Paulo.
Não há um prazo para divulgação dos resultados dos exames feitos durante a exumação. O caso é investigado como "morte suspeita" pela delegacia da região.
A Secretaria de Segurança informou que as investigações continuam e que o caso está sob sigilo.
A família da PM Gisele contestou o registro oficial da ocorrência, de suicídio, alegando que a soldado sofria violência psicológica por parte do marido. No entendimento do advogado dos familiares da vítima José Miguel Silva, a Policia Civil solicitou a exumação para analisar o trajeto do projétil diante das dúvidas que pairam sobre a ocorrência.
"Gisele não tinha motivos para cometer suicídio, ela queria se desencilhar desse relacionamento, ela pede para o pai para ir buscar ela. E a versão do coronel é uma versão no entendimento da família, nosso entendimento é fantasioso, principalmente no tocante a ele tomar dois banhos, isso chamou a atenção não só nossa como das autoridades. Então aguardamos ansiosamente esse laudo, porque temos aí uma convicção de que houve o feminicídio, só de que é uma questão de tempo".
O companheiro da vítima e tenente-coronel da PM estava no imóvel no momento do disparo, mas disse que a mulher atentou contra a própria vida minutos depois que ele pediu a separação.
O exame residuográfico feito nas mãos da vítima e de Geraldo não identificou vestígios de pólvora.
Já o primeiro laudo do exame necroscópico revelou que o tiro foi dado com a arma encostada no lado direito da cabeça de Gisele.
O tenente-coronel pediu afastamento das funções na corporação. A defesa dele não se manifestou até o momento.
