Copiloto da FlyDubai planejava jogar avião contra aeroporto israelense ou prédio em Tel Aviv, dizem relatos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O copiloto da FlyDubai acusado de tentar sequestrar um avião durante um voo dos Emirados Árabes Unidos para Israel planejava jogar a aeronave contra o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, ou um edifício na cidade israelense, segundo relatos ouvidos pela rede BBC. A intenção, de acordo com as informações, seria reproduzir o tipo de ataque realizado pela al-Qaeda nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Contexto: Copiloto de voo da FlyDubai para Israel atacou colega com machado e foi remanejado em companhia de Omã por visões extremistas Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países O voo FZ1073, operado por um Boeing 737 MAX com 174 pessoas a bordo, das quais 166 eram israelenses, decolou de Dubai na última quarta-feira. Durante a viagem, o copiloto teria atacado o comandante Smit Machchhar com o machado de emergência da cabine e o ferido antes de ser contido por passageiros. Outro integrante da tripulação conseguiu assumir o controle da aeronave e pousá-la na Arábia Saudita.

De acordo com a BBC, o copiloto, identificado por vários relatos como Hamam al-Hammami, contou aos investigadores que, depois de atacar o comandante, pretendia continuar pilotando normalmente até entrar no espaço aéreo israelense e obter autorização para pousar no aeroporto Ben Gurion. A partir daí, teria planejado mudar o curso e atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv. Fontes citadas pela imprensa israelense afirmaram que ele provavelmente agiu sozinho, sem ligação com uma organização radical ou com um governo estrangeiro. Premier israelense: Netanyahu ordena revisar segurança dos voos internacionais após incidente em voo Dubai-Tel Aviv O copiloto também teria dito aos investigadores que já havia planejado sequestrar e derrubar um voo anterior com destino a Tel Aviv, mas desistiu ao descobrir que conhecia uma pessoa que estava a bordo. 'Ato terrorista' O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad al-Shamsi, afirmou que o copiloto tentou realizar um “ato terrorista” durante o voo. No sábado, ele disse que as investigações vão apurar as circunstâncias do episódio, as motivações e eventuais vínculos relacionados ao caso. Os resultados serão divulgados após a conclusão dos trabalhos. Veja também: Primeiro voo israelense após ataque em avião da Flydubai chega a Tel Aviv O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto passou por uma “doutrinação radical islâmica” e que as ações do comandante, dos passageiros e de uma segunda tripulação impediram “um desastre de 11 de Setembro”. O homem, cidadão de Omã, continua sendo interrogado nos Emirados Árabes. Representantes israelenses estão sendo informados sobre o andamento da investigação. Falhas de segurança O episódio também levantou questionamentos sobre possíveis falhas nos procedimentos de segurança que permitiram que o copiloto fosse contratado pela FlyDubai e autorizado a pilotar um avião com destino a Israel. Autoridades regionais disseram que ele havia sido impedido de voar pela Oman Air, companhia aérea nacional de Omã, e transferido para uma função administrativa por preocupações relacionadas a suas opiniões extremistas. Posteriormente, foi contratado pela FlyDubai após passar por verificações de segurança consideradas padrão, que não teriam analisado seu histórico em busca de possíveis sinais de radicalização, segundo as autoridades. Entenda: Por que havia quatro pilotos a bordo do voo Dubai-Tel Aviv, em que o copiloto esfaqueou o capitão da aeronave? As regras de aviação de Israel também estabelecem que pilotos cidadãos de países que não mantêm relações diplomáticas formais com o país, como Omã, não podem operar voos para Israel. Autoridades dos Emirados disseram à agência de notícias Associated Press que uma lista de passageiros e tripulantes do voo FZ1073 foi compartilhada com Israel antes da partida. Leia mais: 'Não ia deixar que outras pessoas morressem', diz piloto indiano ferido em ataque durante voo Dubai-Tel Aviv A agência de segurança interna israelense, Shin Bet, afirmou que cabia ao Ministério dos Transportes verificar as listas de passageiros e tripulantes de companhias aéreas estrangeiras. A ministra dos Transportes, Miri Regev, porém, disse que sua pasta não recebeu a relação e afirmou que a supervisão de segurança de voos operados por empresas estrangeiras é responsabilidade do Shin Bet e do Mossad, agência de inteligência externa de Israel. Netanyahu determinou ao chefe do Conselho de Segurança Nacional uma revisão de “todos os aspectos de segurança relacionados à aviação civil estrangeira para Israel”. As autoridades australianas também investigam os vínculos do copiloto com o país. Segundo fontes ouvidas pela imprensa local, ele estudou na Austrália entre 2015 e 2017.

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