Flávio Bolsonaro em pronunciamento após perder eleição. Agustin Marcarian/Reuters
O controle de imigrações do governo Milei afirmou nesta terça-feira (27) que não há registro de entrada do senador Flávio Bolsonaro na Argentina. A informação começou a circular após o site argentino Infobae publicar que Flávio teria entrado no país e que viajaria de lá para os Estados Unidos.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país", afirmou ao g1 a Direção Nacional de Imigrações do governo argentino.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina é o órgão federal responsável pelo controle migratório no país e é subordinado ao Ministério da Segurança Nacional argentino. Um porta-voz de Javier Milei negou à agência de notícias norte-americana Bloomberg que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina.
Fontes da Polícia Federal de Foz do Iguaçu vão na mesma linha e também afirmam que não há registro da passagem de Flávio pela fronteira. Segundo a reportagem do Infobae, Bolsonaro teria cruzado a fronteira para a Argentina usando seu documento de identidade.
"De Puerto Iguazú, viajaria aos Estados Unidos a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A", informa o site. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, a aeronave LV-JQW, citada pelo Infobae, voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú e chegou à cidade às 23h45, no horário de Brasília.
O avião, no entanto, não havia deixado a cidade desde então, segundo os registros. O FlightRadar24, no entanto, dá opção para que voos privados optem por não aparecer na plataforma de rastreamento.
O g1 entrou em contato com o gabinete de Javier Milei, com o Ministério das Relações Exteriores argentino e com a Baires Fly, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Entrega do passaporte
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes. A decisão foi dada na noite do domingo (25) em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios - e qualquer irregularidade. Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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