Contra a violência, prefeitura de Niterói instala mais câmeras nas ruas e aumenta aposta em ferramentas com inteligência artificial

 

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A prefeitura amplia o sistema de monitoramento urbano e investe na nova fase do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que lança mão de estratégias como o uso de reconhecimento facial e ferramentas de inteligência artificial. A iniciativa, chamada de Cisp 2.0, inclui a expansão do número de câmeras de vigilância de 522 para mais de 800 equipamentos, um aumento de cerca de 40%, e a modernização da rede já instalada na cidade.

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Ainda de acordo com a prefeitura, a nova etapa do Cisp inclui câmeras de alta resolução, com alcance de 200 metros; equipamentos com visão 360 graus e recursos de análise de dados, reforçando a prevenção e a investigação de crimes. Segundo a prefeitura, as câmeras contam com tecnologia de alta definição, visão noturna e maior alcance, permitindo imagens mais nítidas e detalhadas para apoiar ações policiais e investigações.

Os novos equipamentos já foram instalados, principalmente, em pontos das zonas Sul e Norte da cidade. Por questões estratégicas, a prefeitura não informa em quais locais estes aparelhos estão fixados.

Em maio do ano passado, em mais uma etapa de avanços tecnológicos, o Cisp implementou a operação do sistema americano de detecção de disparos de arma de fogo, o ShotSpotter. Na ocasião, a ferramenta foi considerada a principal aposta de inovação na segurança pública municipal, com custo de aproximadamente R$ 9 milhões aos cofres públicos. Os sensores captam os sons dos disparos de arma de fogo; e em até 60 segundos as informações chegam à central de monitoramento 24 horas, que aciona imediatamente as forças de segurança para a região identificada.

Este aparato foi apontado como um dos principais fatores para a cidade encerrar 2025 com redução nos quatro principais indicadores estratégicos de violência do Instituto de Segurança Pública (ISP), revertendo a alta em crimes como roubos de rua e de veículos registrada na primeira metade do ano, com 66,3% e 36,2% de aumento, respectivamente. O balanço positivo na segunda metade do semestre garantiu que a cidade fechasse o acumulado anual com índices inferiores aos do ano de 2024.

O prefeito Rodrigo Neves costuma dizer que a cidade tem “uma verdadeira muralha tecnológica”, que inibe ações criminosas. Ele frisa que essa nova etapa faz parte do investimento de aproximadamente R$ 30 milhões realizados ao longo de dez anos. E destaca o espaço como um ponto de integração entre a Guarda Municipal, as polícias Civil e Militar, a Polícia Federal, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e outros órgãos operacionais.

— Niterói construiu, ao longo dos últimos anos, um modelo de segurança pública baseado em inteligência, tecnologia e integração institucional. O Cisp é hoje uma das principais referências do país nesse campo. Com essa ampliação, damos mais um passo para apoiar o trabalho das polícias, aumentar a prevenção e garantir mais segurança para a população. Segurança pública é responsabilidade do estado, mas as cidades podem e devem contribuir com investimento, tecnologia e gestão eficiente — afirmou.

Entre as novidades está o sistema de reconhecimento facial, já em fase de testes. A tecnologia será integrada aos bancos de dados das forças policiais, permitindo a identificação a partir do cruzamento de informações oficiais.

A questão do reconhecimento facial é tratada como prioridade pela Secretaria de Ordem Pública (Seop), com atenção especial à precisão e ao respeito ao cidadão.

O diretor secretário Gilson Chagas, adiantou que a implementação está sendo feita com base nas melhores práticas, utilizando bancos de imagens oficiais e sistemas mais avançados, a fim de mitigar a ocorrência de falsos positivos. Segundo ele, as melhorias nas câmeras e nos processos de validação vão tornar as ações mais assertivas, seguras e humanizadas, reduzindo situações de erro e possíveis constrangimentos.

Conflitos armados

As novas câmeras contam com software de alta resolução, visão noturna e maior alcance de monitoramento, permitindo imagens mais nítidas e detalhadas para apoiar ações policiais e investigações.

— Seguimos avançando com a incorporação de novas tecnologias que poderão ser utilizadas e ampliadas. Entre elas estão os sistemas de reconhecimento facial, que já estão em fase de testes em alguns pontos da cidade, além do novo contrato de fibra óptica e da instalação de câmeras com tecnologia OCR para leitura de placas, ampliando a capacidade de monitoramento em Niterói. Vamos continuar atualizando o nosso parque tecnológico e incorporando todas as inovações disponíveis no Centro Integrado de Segurança Pública atual — afirmou Chagas.

As novidades foram anunciadas num momento em que a cidade enfrenta alta no número de conflitos armados. Desde janeiro deste ano, há registo de aumento da letalidade, resultado, segundo as autoridades, da disputa territorial entre duas facções rivais.

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