'Continuamos marcando hora para transar', diz Lázaro Ramos sobre casamento com Taís Araújo
Lázaro Ramos falou sobre os desafios de criar filhos adolescentes à jornalista Maria Fortuna, durante o 'Conversa vai, conversa vem', videocast do Globo no ar no Youtube e no Spotify. O ator, que encarna seu primeiro vilão na novela "A nobreza do amor (que estreia no próximo dia 16) e está no elenco dos filmes inéditos "Feito pipa" e "Velhos bandidos", contou sobre a rotina noturna com a filha, Maria, de 11 anos, e os momentos de lazer com as crianças (ele é pai de João Vicente, de 13). O casamento com Taís Araújo e a construção do amor nos tempos da adolescência também foram assuntos do papo. Veja a seguir:
Nessa batida toda de trabalho sobra tempo para os filho? João Vicente entrando na pré-adolescência, não é um momento fácil.
Não, não é um momento fácil. Mas o tempo que a gente está em casa, a gente está junto. Mantemos a rotina de levar para a escola todos os dias, não tem transporte escolar. É um momento preservado.
Lázaro Ramos
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Acordar às sete da manhã...
Acordar às sete da manhã. Taís ainda é mais disciplinado que eu. Acorda antes, vai para a academia às 6h e volta às 7h para levar. A gente tem muito prazer de estar com eles. Nosso lazer é com eles o tempo todo. Mesmo com o tempo comprometido, com a correria da vida de trabalho, o tempo que a gente está junto é prazeroso e é com eles.
Eu, por exemplo, não abro mão de jantar junto, todo mundo junto na mesa, ninguém pode sair até o último acabar. Mantenho isso, muita conversa, aquele papo.
Essa semana, inaugurei com o Maria uma coisa sensacional, estou tão feliz! Sabe o que é?
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Hora de dormir, levo meu celular e boto MPB, ela está curtindo. A gente ouve música, ela lê um livro. Aí uma hora eu falo: "Amor, vamos dormir". Aí, antes de dormir, mais um papinho e tal, e ela pega no sono. São esses rituais que eu acho que mantém a gente. Que delícia.
Você falou que o lazer é todo com eles, mas Taís me contou que, às vezes, vocês marcam uma ida para o hotel.... Vocês continuam marcando hora para transar?
Continuamos marcando hora para transar. Taís fala assim: "Hoje, a gente vai jantar, só nós". Aí, as crianças reclamam e ela diz: "Vou sair com o meu namorado!". Aí, fica aquela briga. Eles ficam revoltados.
Quando Taís esteve aqui no videocast, contou que sempre precisou perseguir o amor. Que nunca era a escolhida. A questão do amor para o homem negro também é complexa?
Minha experiência foi a de ser minoria num colégio particular. Só tinha mais uma pessoa negra, que não gostava de andar comigo, talvez, com medo de estigmatizar. Era uma profunda solidão. Tinha os famosos bailes de debutante. Sempre fiquei triste porque nunca fui cadete. Todo mundo namorava e eu era o amigo que armava o namoro para o outro. A afetividade demorou. Perder a virgindade demorou...
Tinha quantos anos?
Foi com 18 anos. Ser considerado bonito, desejável, demorou. Fui ficando numa ostra. Era ótimo aluno. Mas os hormônios se mexendo, morto de desejo, com um monte de paixão platônica. Nas poucas vezes em que tive coragem de me declarar, fui rejeitado. Aí, vou para a escola pública e para o teatro, que me deu autoestima. Encontro pessoas com outra cabeça, começo a namorar e dar beijo na boca. Fui salvo. Mas ainda assim eram relacionamentos esporádicos. Claro que para a mulher negra é mais difícil. Vejo isso no dia a dia e nas minhas conversas de juventude, nas preferências na formação do desejo, quem era considerada bonita, na hora de assumir, andar de mãos dadas.
