Contender, maior tubarão-branco do Atlântico, é avistado na costa dos Estados Unidos

 

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Um gigante dos mares, o tubarão-branco conhecido por Contender voltou a chamar atenção nos Estados Unidos após ser monitorado próximo à costa da Carolina do Norte. O animal, considerado o maior macho da espécie já catalogado pela organização de pesquisa marinha OCEARCH nas águas do Atlântico Norte Ocidental, mede cerca de 4,2 metros e pesa aproximadamente 770 quilos. O tubarão foi localizado, mais recentemente em março deste ano, a cerca de 72 quilômetros de Cape Fear, região costeira próxima à cidade de Wilmington.

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Contender recebeu um rastreador via satélite em janeiro de 2025, durante uma expedição científica na divisa entre Flórida e Geórgia. Desde então, os pesquisadores acompanham seus deslocamentos em tempo real para entender padrões migratórios, áreas de alimentação e possíveis rotas de reprodução dos tubarões-brancos no Atlântico. Segundo a OCEARCH, o animal passou parte do início deste ano circulando pela costa da Flórida antes de seguir em direção ao norte.

Os tubarões-brancos costumam migrar sazonalmente, destaca a OCEARCH em uma publicação no Instagram. Durante o inverno, permanecem em águas mais quentes do sul dos Estados Unidos, enquanto no verão seguem para regiões mais frias e ricas em alimento, como áreas próximas ao Canadá e ao estado do Maine. A presença de Contender na Carolina do Norte está alinhada a esse movimento migratório típico da espécie.

Pesquisadores afirmam que o monitoramento do animal pode ajudar a identificar possíveis áreas de acasalamento dos tubarões-brancos na costa sudeste americana. Cientistas da OCEARCH acompanham os deslocamentos de machos adultos e fêmeas maduras para tentar entender onde os encontros reprodutivos acontecem. Além de Contender, outros tubarões rastreados pela organização também foram detectados próximos à Carolina do Norte no mesmo período.

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Entre os identificados, que são rastreados pelos pesquisadores, estão Nori, uma fêmea jovem de tubarão-branco, que teve sinal indicando estar a cerca de 58 quilômetros a leste de Cape Fear, na primeira quinzena de fevereiro. Outra fêmea, identificada como Cayo, estava a cerca de 108 quilômetros a sudeste no mesmo período. Um tubarão-branco macho subadulto chamado Jason foi visto a cerca de 51 quilômetros ao sul de Cape Fear no início de fevereiro. Há três meses, outros três tubarões foram detectados nas águas próximas a Charleston.

Os tubarões são rastreados por dispositivos presos às suas barbatanas dorsais. Uma vez que os rastreadores não conseguem transmitir sinais por meio da água, não são coletados dados ininterruptamente. Para confirmar com precisão a localização do animal, o rastreador precisa emergir à superfície enquanto um satélite Argos estiver acima dele. Esses equipamentos permanecem em um determinado local por apenas cerca de 13 minutos. Durante esse período, o rastreador precisa enviar várias mensagens para que a localização seja confirmada. Isso é um dos fatores que dificulta a coleta de dados diária.

Apesar do tamanho impressionante e da repercussão nas redes sociais, especialistas ressaltam que ataques de tubarão a humanos continuam sendo raros. A espécie é considerada vulnerável globalmente pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Esses animais, que estão no topo da cadeia alimentar, são essenciais para regular o equilíbrio ambiental, sendo predadores naturais e ajudando a manter o equilíbrio populacional de outras espécies.