Contemplar o mar diminui o estado de alerta do cérebro e ajuda a relaxar

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Vivemos em um mundo repleto de informações. Nas telas ou na vida real, somos bombardeados por estímulos visuais, sonoros e sensoriais.

Todo esse conjunto de dados exige muito da nossa atenção e faz o sistema nervoso ficar em estado de alerta constante. Mas, antes de procurar medicamentos para desacelerar, existe uma solução natural comprovada: o mar.

Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, estudos já demonstraram uma relação positiva entre o mar e a saúde mental. “O barulho, o trânsito, as preocupações e a quantidade enorme de informações que temos constantemente fazem o nosso organismo entrar em estado de alerta ininterrupto.

Porém, diante do mar, o som das ondas, o movimento da água, a brisa e a paisagem conseguem transmitir uma sensação de tranquilidade e acalmar o cérebro”, aponta o neurocientista Leandro Freitas Oliveira, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Oliveira explica que todos os fatores ligados ao ambiente em volta do mar fazem o sistema nervoso reduzir o estado de alerta e produzir algo que normalmente falta na rotina: a sensação de relaxamento.

“Artigos científicos dizem que essa experiência pode até mesmo contribuir para diminuir a frequência cardíaca, aliviar a tensão muscular e fazer com que a respiração fique mais tranquila. É como se o nosso organismo encontrasse uma oportunidade de descansar das exigências cotidianas”, exemplifica o neurocientista.

Muitas vezes, quando estamos sobrecarregados com a rotina, procuramos por opções medicamentosas. No entanto, alternativas naturais, como a contemplação do mar, podem ser mais eficazes.

A grande explicação para esse fato está na evolução dos seres humanos ao longo do tempo. “Biologicamente, a nossa espécie não veio da cidade, do concreto nem do cimento.

Nós viemos da natureza. Mesmo depois de tantos anos, o cérebro ainda reconhece isso”, afirma Oliveira.

Em casos de estresse, a influência do ambiente pode ser um dos fatores primordiais para a condição, justamente por nos manter em estado de alerta grande parte do tempo. É por isso que, mesmo que o indivíduo não entre no mar, somente uma caminhada ou a observação do horizonte e o som das ondas são capazes de gerar benefícios à saúde mental, reduzindo os níveis de cortisol e aliviando sintomas de ansiedade e depressão.

“Não existe um período mínimo, mas alguns estudos comprovam que cerca de 30 a 40 minutos de exposição ao sol, à natureza e aos estímulos presentes no ambiente já são positivos”, recomenda a psicóloga Danielle Ferreira, do Instituto Caminhar, em Brasília. Segundo ela, o contato com a natureza é uma oportunidade de reconexão consigo mesmo.

“Os estudos apontam associações entre o contato com esses ambientes e a redução do estresse percebido; melhora do humor; sensação de relaxamento e bem-estar psicológico; diminuição de sintomas de ansiedade em determinados contextos; melhora da percepção de qualidade de vida; e maior disposição para atividades físicas e interações sociais”, destaca a psicóloga.

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