O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou nesta segunda-feira uma nota na qual afirma repudiar "a utilização de uma fake news por Lula" para atingir um adversário político. A entidade refere-se à controvérsia nas redes sociais que atribuem a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Leia mais: Após polêmica, Flávio levanta imagem de Nossa Senhora durante ato com Tarcísio em São Paulo Eleições: Fachin deve levar ao plenário do STF na quarta-feira decisão sobre posts de Nossa Senhora Aparecida O Cimeb, que diz reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações, disse ainda que o caso promove "uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos". "Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião", conclui a nota. O texto é assinado por 14 pastores — entre eles, Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Jebes de Alencar, Luiz Hermínio entre outros.
No domingo, em entrevista à TV Bandeirantes, o petista abordou o tema, mas sem citar diretamente o principal adversário na disputa eleitoral.
– Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida — disse o presidente durante a entrevista. Em seguida, ao ser pressionado, ele acrescentou — Não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social. Muito forte.
Nesta segunda-feira, Flávio Bolsonaro (PL) levantou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em São Paulo. Ele estava ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No domingo, Flávio acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem ajudado a disseminar a informação falsa. Horas depois, a entidade negou qualquer participação na produção ou divulgação de fake news e cobrou “fatos e provas” para sustentar a afirmação do candidato. “A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a Conferência. – Estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota dela, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a padroeira do Brasil, era uma grande mentira, é a maior fake news dessa campanha. Então à CNBB, sobre esse comunicado, eu agradeço, pois confirma que essa é uma grande fake news, que foi potencializada pelo PT, ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar me desgastar. Só que o efeito foi o contrário, todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões todas – disse Flávi
O Globo