Conselho Curador do FGTS aprova resgate de R$ 5,85 bi em cotas do FI-FGTS

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta quinta-feira (10), o resgate de R$ 5,85 bilhões em cotas do FI-FGTS, fundo voltado a projetos de infraestrutura. O valor equivale ao total de recursos disponíveis no fundo em junho deste ano. O pedido foi apresentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A proposta do MTE é resgatar os recursos disponíveis no FI-FGTS e devolvê-los ao Fundo de Garantia. Desde 2016, não há novos investimentos no âmbito do FI-FGTS. Conforme prevê a legislação, cabe ao Conselho Curador do FGTS decidir sobre o reinvestimento ou o resgate de cotas após a aprovação do relatório de gestão e das demonstrações financeiras, que neste ano ocorreu em julho. Desde a criação do fundo, em 2007, o FGTS integralizou R$ 22,9 bilhões no FI-FGTS. Por outro lado, o Conselho Curador já resgatou R$ 29,8 bilhões do fundo. O patrimônio líquido do FI-FGTS era de R$ 21,4 bilhões em junho de 2026. No ano passado, houve um reinvestimento de R$ 311 milhões. Ao fim da reunião, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que preside o Conselho Curador, afirmou ser “incompreensível” a falta de efetividade do FI-FGTS. Segundo ele, o problema não está apenas no nível das taxas de juros, e outros fatores precisam ser identificados. “Acho que está faltando alguma coisa aqui, não sei exatamente, mas precisamos entender o que está acontecendo porque precisa fazer uma análise se está faltando expertise”, disse. “Acredito que tenha dinheiro sobrando e não precise do Fundo de Investimento ou Fundo de Garantia. Me parece que o problema aqui é outro”, completou. Marinho também defendeu que o FI-FGTS seja mais ativo no processo de desenvolvimento do país. “Esperava que o FI estivesse demandando mais recursos para investimento do que a gente tem que resgatar por ausência de projetos, com tantos projetos disponíveis na praça”, afirmou.

Daniel Dan/Pexels

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