Conheça três plantas que impedem a entrada de baratas — e outros insetos — dentro da sua casa
Ninguém gosta de dar de cara com uma barata — ainda mais uma voadora — em casa. Por outro lado, nem todos gostam do cheiro de dedetizantes ou possuem animais ou crianças que podem acabar sofrendo com uso do produto.
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Só que nem tudo está perdido: algumas plantas, facilmente encontradas em mercados e ainda mais fáceis de cultivar, podem ser tão úteis como barreiras seguras e eficazes como um dedetizante químico.
Alecrim, hortelã e erva de gato
O alecrim é, ao mesmo tempo, uma defesa aromática e uma barreira viva contra as baratas. De acordo com o Serviço de Extensão Agrícola da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, basta distribuir galhos frescos — ou secos — em áreas como rodapés de portas, despensas e janelas.
O aroma exalado pelo alecrim acaba por criar uma “barreira” protetora contra a entrada de baratas e outras pragas.
Além disso, os galhos e folhas acabam formando uma barreira física contra a entrada desses insetos em casa.
Agora, a hortelã e a erva-de-gato atuam na mente das baratas, sendo poderosas barreiras comportamentais. Pesquisas da Universidade Estadual de Iowa e da Universidade de Auburn mostram que folhas e talos de hortelã ou sacos de pano com erva-de-gato triturada, quando colocadas em locais onde esses insetos se escondem, gera uma resposta imediata de fuga.
E vai muito além de baratas: no caso da erva-de-gato, ela funciona como repelente de moscas, mosquitos, ácaros e carrapatos.
O efeito comportamental do aroma é tão forte que chega a afetar até áreas distantes de onde estão colocados os galhos e sacos, mudando alterando as rotas habituais dos insetos em busca de alimento e abrigo.
Para os donos de gatos, é claro, atenção: a erva-de-gato, por liberar a nepetalactona, causa euforia ou relaxamento nos gatos. É seguro e inofensivo, mas, se o seu animal começar a sair correndo por aí ou ficar deitado demais, já sabe.
Limitações relativas ao uso de plantas como repelentes
Embora o uso dessas plantas como repelentes de insetos seja comprovado pela ciência, é preciso, ainda, tomar alguns cuidados.
Importante ressaltar, por exemplo, que o efeito repelente dessas folhas depende da intensidade e da duração do aroma, tornando necessário a renovação constante.
Além disso, as plantas não controlam uma grande infestação e podem acabar atrapalhando a efetividade de iscas inseticidas comerciais, uma vez que afastam as baratas e outros insetos, neutralizando o uso dessas iscas.
A proteção por meios naturais exige uma atenção consistente, uma observação atenta e, por fim, uma renovação periódica para garantir a eficácia do método.
