Conheça os três segredos para dormir bem à noite, segundo uma neurologista especialista em sono
Para muitas pessoas, dormir envolve apenas duas ações: apagar a luz e deitar na cama. No entanto, para a neurologista e especialista em sono Stella Maris Valiensi, é muito mais do que isso. Em entrevista ao La Nacion, a especialista revelou como o ambiente influencia o sono e compartilhou três segredos para uma boa noite de descanso.
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— A melhor coisa para uma boa noite de sono é que o nosso quarto seja um espaço escuro e silencioso e, idealmente, sem quaisquer telas — revelou Maris Valiensi.
Além disso, ela destacou que o ambiente onde dormimos deve ter uma "temperatura agradável" nos momentos que antecedem a hora de dormir.
Os segredos para dormir bem
Veja abaixo os “três mandamentos” de Valiensi para um bom descanso:
Rotina regular: "Pela minha experiência, saber a hora de ir para a cama e a hora de acordar é fundamental, ainda mais para quem sofre de insônia"
Exposição solar: "Tentar tomar sol todos os dias, sempre no mesmo horário, é muito importante"
Atividade física: "É muito melhor praticar esportes durante o dia, já que fazê-lo à noite atrasa o início do período de descanso"
Como voltar a dormir nas férias?
— É importante não pensar que você vai conseguir recuperar todo o sono perdido durante as férias. E com isso quero dizer que, se estivermos dormindo seis horas por dia, não vamos recuperar todas essas horas perdidas em uma semana — afirmou. — Os únicos que podem apresentar alguma recuperação são aqueles que sofrem de privação leve de sono. Este segmento inclui principalmente os jovens.
Taça de vinho: sim ou não?
O verão é sinônimo de relaxamento, e a oportunidade para brindar surge com mais frequência. Ao ser questionada sobre o impacto do consumo de bebidas alcoólicas antes de dormir, a neurologista enfatizou:
— Um copo de vinho induz o sono, mas também pode interrompê-lo. O melhor conselho é não beber todas as noites. Beber um copo de vinho relaxa as vias aéreas, promove a apneia e fragmenta o sono.
Os anos passam, o descanso fica mais curto
Outra característica analisada pela neurologista foi a passagem do tempo.
— À medida que envelhecemos, nosso ritmo circadiano muda. Os idosos geralmente tendem a adormecer depois do almoço ou a acordar e ir dormir mais cedo. Estamos falando de pessoas normais, sem problemas de sono — explicou.
Assim, a especialista destacou outras questões que surgem com a ampliação da faixa etária:
— O sono torna-se fragmentado quando se somam patologias como a dor . Mas estes fatores não são determinados apenas pela idade do paciente, mas também pelas condições em que ele dorme.
