Conheça Kirsty Coventry, primeira mulher e africana a comandar uma Olimpíada

 

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A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que acontece nesta sexta-feira (6), marca um momento inédito para o esporte mundial: pela primeira vez na história, uma Olimpíada é presidida por uma mulher — e também pela primeira vez por uma representante do continente africano. A responsável por conduzir Comitê Olímpico Internacional (COI) é a ex-nadadora zimbabuana Kirsty Coventry, que assumiu o cargo em 2025, sucedendo o alemão Thomas Bach.

Coventry foi eleita presidente do COI em março do ano passado, tornando-se a primeira mulher a liderar a entidade em seus mais de 130 anos de história. A vitória veio já na primeira rodada de votação secreta, com maioria absoluta dos votos dos membros, superando nomes como o britânico Sebastian Coe e o espanhol Juan Antonio Samaranch Jr.

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Aos 41 anos quando foi eleita, Coventry construiu carreira de destaque dentro e fora das piscinas. Como atleta, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e conquistou sete medalhas, sendo duas de ouro. Depois de encerrar a carreira, assumiu funções de gestão esportiva e também foi ministra de Esportes do Zimbábue.

No COI, integrou a comissão de atletas, entrou para a comissão executiva e passou a atuar em áreas como finanças e solidariedade olímpica, além de liderar a coordenação dos Jogos de Brisbane-2032.

Na véspera da abertura em Milão-Cortina, durante sessão do COI, a dirigente defendeu que a entidade mantenha o foco no esporte e preserve a neutralidade política dos Jogos. Segundo ela, o objetivo é proteger o ambiente competitivo para que atletas possam participar sem interferências externas.

Ao mesmo tempo, afirmou que o movimento olímpico passa por um processo de consulta interna para definir prioridades e possíveis mudanças, buscando equilíbrio entre tradição e inovação.