Conheça a história de Kimi Antonelli, que mantém viva a inspiração de Ayrton Senna

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O piloto italiano Kimi Antonelli conquistou neste domingo (1º) o título mundial de Fórmula 1 de 2026, aos 20 anos, e entrou para a história como o campeão mais jovem da categoria. Admirador de Ayrton Senna e antigo rival do brasileiro Rafael Câmara nas categorias de base, o integrante da Mercedes encerrou um período de 73 anos sem títulos da Itália.

A conquista ocorreu no Grande Prêmio do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez, onde terminou na terceira posição e garantiu o campeonato com quatro etapas de antecedência. A trajetória de Antonelli reúne conquistas desde o kart, uma passagem pelo programa de formação da Mercedes e referências ao legado de Senna.

O italiano alcançou o título em sua segunda temporada na Fórmula 1, depois de assumir o lugar de Lewis Hamilton na equipe alemã em 2025. No México, Max Verstappen venceu a corrida, enquanto Hamilton terminou em segundo.

O resultado também colocou Antonelli à frente do alemão Sebastian Vettel na lista dos campeões mais jovens da história. Vettel tinha 23 anos quando conquistou seu primeiro Mundial, em 2010.

O italiano alcançou a marca aos 20 anos e 68 dias, tornando-se o primeiro representante de seu país a levantar o troféu desde Alberto Ascari, em 1953. Inspiração do piloto europeu, o brasileiro Ayrton Senna (1960-1994) ganhou três títulos mundiais pela McLaren – 1988, 1990 e 1991. 

Quem é Kimi Antonelli, o novo campeão da Fórmula 1 Nascido em Bolonha, na Itália, em 25 de agosto de 2006, Andrea Kimi Antonelli cresceu em contato com o automobilismo.

Seu pai, Marco Antonelli, competiu durante quatro temporadas no Campeonato Italiano de Superturismos, na década de 1990, e acompanhou os primeiros passos do filho nas pistas. O piloto iniciou sua trajetória no kart aos cinco anos.

Aos 13, já integrava o programa de desenvolvimento de jovens talentos da Mercedes, equipe que acompanhou sua evolução até a chegada à Fórmula 1. A formação permitiu ao italiano avançar pelas categorias de acesso e acumular títulos antes de completar 18 anos.

Em 2020 e 2021, Antonelli conquistou o Campeonato Europeu de Kart da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Na segunda dessas campanhas, superou Rafael Câmara, brasileiro que também construía uma carreira nas competições internacionais de base.

A disputa entre os dois continuou nas categorias de monopostos. Em 2022, ambos correram pela Prema Racing na Fórmula 4 italiana.

Antonelli conquistou o campeonato, enquanto Câmara terminou em terceiro. O italiano também venceu a Fórmula 4 alemã naquela temporada, novamente com o brasileiro na terceira posição.

Rivalidade com Rafael Câmara marcou trajetória nas categorias de base A rivalidade entre Antonelli e Rafael Câmara ganhou outro capítulo em 2023, quando os dois disputaram a Fórmula Regional Europeia.

O italiano conquistou o título, enquanto o brasileiro encerrou o campeonato em quinto lugar. Na mesma temporada, Antonelli também venceu a Fórmula Regional do Oriente Médio.

Câmara ficou em terceiro nessa competição, ampliando o histórico de confrontos entre os pilotos durante a formação de ambos. Os resultados consolidaram a trajetória do italiano antes de sua entrada na Fórmula 2.

Câmara seguiu seu próprio percurso nas categorias de acesso, mantendo vínculos com o programa de desenvolvimento de pilotos da Ferrari e alcançando uma oportunidade na Fórmula 1. A passagem dos dois pelas mesmas competições permite acompanhar a evolução de uma geração que disputou títulos desde o kart.

Antonelli chegou primeiro ao topo da Fórmula 1 e conquistou seu campeonato mundial na segunda temporada como titular. Da Fórmula 2 à Mercedes em apenas uma temporada

Aos 17 anos, Antonelli estreou na Fórmula 2 em 2024, novamente pela Prema Racing. O piloto conquistou sua primeira vitória na corrida sprint de Silverstone, na Inglaterra, e voltou ao lugar mais alto do pódio na prova principal do Grande Prêmio da Hungria.

O italiano terminou o campeonato na sexta posição, com duas vitórias. Apesar de não conquistar o título da categoria, seu desempenho levou a Mercedes a confirmar sua promoção à Fórmula 1 para a temporada de 2025, substituindo Lewis Hamilton, que havia acertado sua transferência para a Ferrari.

Na estreia pela equipe alemã, durante o GP da Austrália de 2025, Antonelli terminou em quarto lugar. O piloto ficou a menos de dois segundos do pódio e somou seus primeiros pontos na categoria logo na corrida de abertura.

Ao longo daquele ano, o italiano conquistou dois terceiros lugares, nos GPs do Canadá e de Las Vegas, além da segunda posição no GP de São Paulo, em Interlagos. Os resultados marcaram sua adaptação à Fórmula 1 e antecederam a campanha pelo título mundial.

Temporada de 2026 teve sequência de vitórias O piloto da Mercedes iniciou o Mundial de 2026 com um segundo lugar na Austrália.

Na etapa seguinte, na China, conquistou a primeira vitória de sua carreira na Fórmula 1 e passou a disputar a liderança do campeonato. Antonelli manteve o desempenho nas corridas seguintes e acumulou triunfos nos GPs do Japão, Miami, Canadá e Mônaco.

Posteriormente, voltou a vencer na Bélgica, na Itália e em Madri, ampliando sua vantagem sobre os concorrentes. A sequência permitiu ao italiano chegar ao Grande Prêmio do México em condições de conquistar antecipadamente o campeonato.

O terceiro lugar foi suficiente para assegurar matematicamente o título, independentemente dos resultados de seus adversários. O campeonato de 2026 também representou uma conquista para a Mercedes, que apostou na formação de Antonelli e entregou ao piloto uma vaga na equipe após a saída de Hamilton.

O italiano respondeu com o título mundial em seu segundo ano na categoria. Ayrton Senna inspira Antonelli dentro e fora das pistas

Além da ligação familiar com o automobilismo, Antonelli construiu sua relação com a Fórmula 1 acompanhando corridas de décadas anteriores. Entre os pilotos que conheceu por meio de gravações, Ayrton Senna tornou-se sua principal referência.

O italiano utiliza o número 12 em seu carro como homenagem ao tricampeão brasileiro, que correu com essa identificação durante parte de sua trajetória na Fórmula 1, incluindo a temporada de 1988, quando conquistou seu primeiro título mundial. Antes do GP de São Paulo de 2025, o piloto da Mercedes explicou como desenvolveu sua admiração por Senna ao assistir a provas antigas na companhia do pai.

“Quando eu era pequeno, meu pai e eu víamos muitos DVDs de corridas antigas de F1, dos anos 1990 até os 2000, e Ayrton sempre se destacava entre todos. Não apenas pelo piloto que era, mas também pela personalidade, dentro e fora da pista”, contou Antonelli.

O italiano também afirmou que lamentava não ter acompanhado pessoalmente as apresentações do brasileiro, que morreu em 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. “Ele virou minha inspiração.

Claro que eu adoraria tê-lo visto correr ao vivo, mas mesmo assistindo só pelos vídeos e DVDs, acabei me tornando muito apaixonado por ele”, completou. A identificação com Senna acompanhou Antonelli desde as categorias de formação até sua chegada à Mercedes.

O brasileiro também fez parte da história da equipe de Woking, a McLaren, pela qual conquistou seus três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991. Com o campeonato de 2026, Antonelli passa a integrar a relação de pilotos que conquistaram o Mundial de Fórmula 1 antes dos 25 anos.

O resultado também amplia a presença italiana na história da competição, que já tinha Giuseppe Farina, campeão em 1950, e Alberto Ascari, vencedor em 1952 e 1953. Aos 20 anos, o piloto da Mercedes soma seu primeiro título mundial, nove vitórias e 19 pódios em 43 Grandes Prêmios disputados.

Seu campeonato encerra o intervalo iniciado após a última conquista de Ascari e devolve à Itália o título de pilotos da Fórmula 1 depois de sete décadas.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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