Conheça a bilionária 'invisível' do Brasil que aprendeu aos 5 anos a cuidar da fortuna da família
Regina Helena Velloso é um dos nomes mais discretos entre as famílias mais ricas do Brasil, mas ocupa uma posição estratégica dentro de um dos maiores grupos empresariais do país. Filha de Maria Helena Moraes Scripilliti, que aparece entre as mulheres mais ricas do Brasil, com fortuna estimada em R$ 26,8 bilhões, e de Clóvis Scripilliti, Regina atua diretamente na preservação do patrimônio familiar e na condução da governança da Votorantim, holding controladora de um império empresarial centenário.
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Embora mantenha perfil reservado e distante dos holofotes, Regina integra o núcleo decisório da família responsável pela expansão da Votorantim, conglomerado privado presente em 19 países e com atuação em setores estratégicos como materiais de construção, por meio da Votorantim Cimentos, finanças com o banco BV, além de energia, alumínio, mineração e agronegócio, com produção de suco de laranja.
Maria Helena e Clóvis tiveram quatro filhos. Entre os nomes conhecidos publicamente estão Regina e Clóvis Ermínio Moraes Scripilliti, que chegou a ocupar a vice-presidência do grupo. Atualmente, Regina preside o Conselho de Família Votorantim, instância responsável por definir diretrizes ligadas à Hejoassu, holding controladora do grupo, com foco em sucessão, preservação patrimonial e continuidade dos negócios.
Preparação para a sucessão começou na infância
Um dos aspectos que mais chamam atenção em sua trajetória é o relato sobre o preparo precoce para assumir responsabilidades dentro da estrutura familiar. Durante participação no Seminário LIDE, em São Paulo, Regina contou que ela e os irmãos começaram a ser preparados para a sucessão ainda na infância, quando tinham apenas cinco anos.
— Começamos a trabalhar a sucessão familiar aos cinco anos de idade. O que a gente quer é a integração, que as crianças aprendam a conviver, pois já é um passo para no futuro trabalharem juntas — afirmou ao Portal Terra.
Segundo ela, a proposta era fortalecer a convivência entre os herdeiros desde cedo, criando uma base sólida para futuras decisões empresariais. O relato ajuda a explicar como grandes grupos familiares estruturam processos de continuidade patrimonial e sucessória ao longo de gerações.
Além da atuação empresarial, Regina também ganhou reconhecimento no terceiro setor. Ela presidiu a Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) entre 2015 e 2018 e segue ligada à instituição. Em entrevista ao Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), destacou a importância da filantropia como parte da responsabilidade familiar.
— É um trabalho que você pode transpirar todos os dias pela sua família. Façam coisas que façam a diferença, eu sempre faço isso pelos meus filhos, não posso interferir na vida de vocês, nem quero. Façam coisas que façam a diferença, mesmo que seja na casa de vocês, na residência de vocês — disse.
Mesmo longe da exposição frequente de outros nomes do empresariado nacional, Regina Helena Velloso se consolidou como uma figura central dentro da Votorantim. A discrição ajudou a reforçar a imagem de “bilionária invisível”, mas sua atuação mostra influência direta tanto na preservação de uma das maiores fortunas do país quanto em iniciativas de impacto social.
