'Congresso inimigo do povo': esquerda resgata lema após rejeição de Messias no Senado

 

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Após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF e derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, membros da base de apoio do governo apostaram nas redes sociais na volta do lema de “Congresso inimigo do povo”. Nomes como o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) incentivaram a militância a manter a frase em destaque nos trending topics da rede social X na manhã desta quinta.

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O vereador carioca e fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Rick Azevedo, usou seu perfil nas redes para criticar a decisão do Senado ao rejeitar a indicação de Lula e voltou a defender o fim da escala 6x1, sua principal bandeira política.

"O episódio de ontem com Messias mostra como parte da política ainda prefere disputa de poder a enfrentar o que realmente pesa na vida das pessoas. A escala 6x1 é um desses pontos", disse o vereador.

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A deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) também se manifestou sobre o revés do governo. A parlamentar publicou uma foto da votação da anulação do veto de Lula ao PL da Dosimetria e disse que “a Mesa Diretora está tomada por bolsonaristas, incluindo Flávio Bolsonaro” e questionou “a quem o Congresso, inimigo do povo”, servia.

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Já o deputado Lindbergh Farias publicou um vídeo na rede X, em que relembrou a origem do lema "Congresso inimigo do povo", surgido na época da aprovação da chamada “PEC da Blindagem”.

"Vamos virar de novo, porque nosso lado é o do povo trabalhador, dos mais pobres, da democracia e da Constituição e enquanto eles se juntam para blindar privilégios, nós nos mobilizamos para defender o Brasil e o projeto liderado pelo presidente Lula!", afirmou Lindbergh.

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Outro que se manifestou foi o vereador mineiro Pedro Rousseff (PT-MG). Em vídeo, o parlamentar afirmou que o senado fez “votos políticos” contra Jorge Messias e que esta era uma tentativa de “derrubar a democracia brasileira”.

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Rejeição no Senado

Messias teve 34 votos a favor da indicação, sete a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários. Ele se tornou o sexto nome recusado pelo Senado para o STF em toda a história da República — todas as outras ocorreram no século XIX.

O AGU foi indicado por Lula para ocupar uma vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias teve 16 votos em sabatina que foi marcada por um clima de apreensão de governistas diante da falta de segurança se ele seria aprovado.

Auxiliares de Lula creditam a derrota no Senado a uma articulação de Davi Alcolumbre contra Messias. Inicialmente considerado um dos pontos de governabilidade de Lula 3, o senador se afastou do Planalto e passou a criticar publicamente o governo federal após o chefe do Executivo indicar Messias para a vaga no Supremo --e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de primeira hora do presidente do Senado.