Congresso dos EUA terá acesso à versão integral dos arquivos Epstein

 

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Após muitas reclamações, o Congresso dos Estados Unidos terá acesso completo a versões não editadas dos arquivos Epstein. A informação foi repassada pelo Departamento de Justiça dos EUA em uma carta enviada aos legisladores, segundo a Associated Press.

Com isso, os parlamentares poderão consultar os mais de três milhões de arquivos em seu formato original a partir desta segunda (9).

Washington divulgou os documentos para cumprir uma lei aprovada pelo Congresso no ano passado. Muitos documentos nos arquivos têm alguns detalhes ocultados, incluindo nomes, endereços de e-mail e rostos em fotografias e vídeos de mulheres e meninas que podem ter sido vítimas de Epstein.

Advogados que representam alguns sobreviventes criticaram o que consideram 'violações de privacidade' nos arquivos.

Chefe de comunicação de premiê britânica renuncia ao cargo após polêmica envolvendo Epstein

Donald Trump ao lado do premiê britânico, Keir Starmer.

Christopher Furlong / POOL / AFP

O chefe de comunicações do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciou ao cargo. É a segunda grande baixa do governo desde que surgiram informações de que Starmer nomeou o ex-embaixador Peter Mandelson mesmo sabendo da conexão dele com o criminoso Jeffrey Epstein.

Tim Allan afirmou em comunicado que decidiu renunciar para permitir que uma nova equipe fosse formada. Ele assumiu o cargo apenas em setembro do ano passado e estava a cerca de cinco meses.

Allan é também o quarto diretor de comunicações a demitir-se do gabinete de Starmer.

Nesse domingo (8), o chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, Morgan McSweeney, também renunciou ao cargo.

Em um comunicado, ele afirmou que a indicação foi um erro de julgamento e reconheceu que a decisão provocou danos políticos ao governo. A renúncia ocorre em meio a forte pressão da oposição e de parlamentares do próprio Partido Trabalhista, que cobraram explicações sobre os critérios adotados na escolha do diplomata.

“A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”, disse McSweeney em comunicado.

A crise é considerada a mais grave enfrentada por Keir Starmer desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro, há 18 meses.

O primeiro-ministro afirmou que Mandelson 'retratou Epstein como alguém que mal conhecia'. Em um discurso na quinta-feira (4), ele disse: 'Lamento (às vítimas)... ter acreditado nas mentiras de Mandelson e tê-lo nomeado'.

Starmer demitiu Mandelson em setembro, após a divulgação de e-mails que mostravam que ele mantinha amizade com Epstein mesmo após a condenação do financista em 2008 por crimes sexuais envolvendo uma menor.

Epstein morreu por suicídio em uma cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos EUA de abuso sexual contra dezenas de meninas.

'Já era de conhecimento público há algum tempo que Mandelson conhecia Epstein, mas nenhum de nós tinha noção da profundidade e da obscuridade dessa relação', continuou o premiê.