Conflito entre EUA, Israel e Irã deixa mais de 200 mortos e fecha o estreito de Ormuz

 

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As ações de Washington e Tel Aviv, neste sábado (28), deixaram mais de 200 mortos e quase 750 feridos, segundo o Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e outras diversas cidades.

Entre os mortos, está o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A informação foi primeiramente anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e, depois, confirmada pelo Irã. O país decretou 40 dias de luto.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear iraniano. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o Ministro da Defesa do Irã e o chefe das Forças Armadas do país também morreram.

O estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por segurança.

Irã responde com ataques

Em resposta, o Irã também fez ataques contra Israel, que acionou sistemas de defesa antimísseis, assim como outros países do Golfo. Diversas explosões foram ouvidas em nações que têm bases americanas, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

No fim do sábado, uma pessoa morreu e outras vinte e uma ficaram feridas após uma ofensiva com mísseis feita pelo Irã contra Tel Aviv. Foi a primeira morte em Israel registrada desde o início da troca de ataques.

Nos Emirados Árabes Unidos, destroços de um drone causaram um incêndio na fachada externa do hotel de luxo Burj Al Arab. Os aeroportos internacionais de Abu Dhabi e de Dubai foram atingidos. Uma pessoa morreu, e outras 11 ficaram feridas.

Reunião de emergência na ONU

Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o embaixador do Irã na ONU afirmou que o ataque feito por Estados Unidos e Israel é um ‘crime injustificável’ e disse que a retaliação é um exercício do direito de autodefesa.

Segundo o diplomata, a reação iraniana está amparada pela Carta da ONU e continuará “pelo tempo que for necessário” enquanto houver agressões. “O governo americano hostil sonha em engolir o Irã e forçar a República Islâmica a se submeter. Isso nunca irá acontecer”, declarou Iravani, acrescentando que Estados Unidos e Israel “violam a lei internacional” e devem ser responsabilizados.

O representante iraniano também criticou a presença de bases militares norte-americanas em países vizinhos e acusou Washington de traição, ao realizar o ataque enquanto ainda ocorriam negociações sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o país não cederá às pressões externas.

Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do Irã e filho do último xá, deposto pelos aiatolás em 1979, disse que a República Islâmica chegou ao fim e vai para o ‘lixo da história’.

Agências internacionais relatam comemorações em ruas de Teerã, mas as informações ainda são consideradas preliminares. A imprensa é fortemente controlada no país e a internet foi cortada desde o início dos ataques, dificultando a verificação independente dos relatos.

Também há registros de celebrações em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde vive a maior comunidade iraniana fora do Irã, estimada em cerca de meio milhão de pessoas. Manifestantes exibiram bandeiras anteriores à Revolução de 1979, em referência ao regime dos xás.