247 – Uma recuperação no ritmo das atividades comerciais do país marcou o início do quarto trimestre, interrompendo uma sequência negativa de dois meses consecutivos. Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas apontam que o Índice de Confiança do Comércio registrou alta de 1,8 ponto em outubro, atingindo o patamar de 83,1 pontos.
Por outro lado, a medição sob a ótica da média móvel trimestral manteve viés descendente, ao apurar retração de 0,8 ponto e fechar em 82,9 pontos. A elevação do indicador global resultou do comportamento positivo observado tanto no panorama presente quanto nas projeções futuras.
A percepção do cenário de momento foi aferida pelo Índice de Situação Atual, que subiu 1,8 ponto para alcançar 82,1 pontos. Esse movimento refletiu a expansão de seus dois componentes: o indicador de Situação Atual dos Negócios cresceu 2,6 pontos, somando 83,5 pontos, enquanto o quesito focado no Volume de Demanda Atual somou 0,9 ponto de alta, marcando 81,2 pontos.
No campo do otimismo quanto ao tempo que virá, o Índice de Expectativas registrou variação positiva de 1,7 ponto, encerrando o período com 85,0 pontos. O resultado geral das projeções contou com a expressiva alta no indicador de Tendência dos Negócios, que subiu 4,8 pontos e atingiu 86,5 pontos — o patamar mais elevado registrado desde o mês de fevereiro.
Em sentido oposto, o indicador relativo às Vendas Previstas amargou perda de 1,5 ponto e caiu para 84,0 pontos, figurando no nível mais baixo verificado desde setembro do ano passado. Apesar da reação geral do setor, a trajetória entre as atividades econômicas pesquisadas demonstrou divergências acentuadas: das seis modalidades avaliadas, exatamente metade apresentou recuo enquanto as demais registraram crescimento na confiança.
Diante do quadro apresentado pela sondagem econômica, Rodolpho Tobler, superintendente adjunto da instituição responsável pelo levantamento, destacou os elementos que sustentam o ambiente atual e os condicionantes de consumo: “A confiança do comércio iniciou o último trimestre do ano em alta, mas apenas compensando parte da queda dos últimos meses.
A melhora foi disseminada nos quesitos tanto sobre o momento atual, sugerindo melhora na demanda, quanto das expectativas com os meses seguintes. Algumas medidas de estímulo, como reajuste de programas sociais, podem ter ajudado a interromper a trajetória de queda da confiança, mas o cenário de comprometimento de renda dos consumidores ainda parece um desafio.
Os próximos resultados serão importantes para definir se a alta de outubro foi só um movimento pontual ou se de fato há um reversão de tendência na confiança do setor”.
Brasil 247