Ícone pop, Space Jam será reexibido nos cinemas brasileiros para celebrar 30 anos de lançamento

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Michael Jordan já era uma figura mítica da NBA em 1993, quando anunciou a sua primeira aposentadoria rumo a uma curta aventura no beisebol. Sua volta ao basquete, em 1995, não apenas renderia um segundo tricampeonato com o Chicago Bulls, como também tiraria da gaveta da Warner Bros. um dos projetos cinematográficos mais marcantes da cultura pop moderna. Space Jam (1996), filme que colocou o astro ao lado de Pernalonga e Patolino numa mistura de live action e animação, completa 30 anos em novembro ainda marcado na memória de uma geração fã de basquete e dos Looney Tunes. Entre os dias 15 e 21 deste mês, o filme — que estreou em novembro de 1996 — será reexibido nos cinemas brasileiros para comemorar os 30 anos de lançamento. Ícone pop, Space Jam é reexibido nos 30 anos de lançamento Divulgação De início, o filme dividiu a crítica, mas logo se tornaria um ícone cult. Desenvolvida com inspiração em “Hare Jordan”, comercial da Nike que uniu o jogador e Pernalonga em 1993, a produção envolveu uma série de desafios técnicos e tecnológicos. As cenas live action foram dirigidas por Joe Pytka, diretor do comercial, que tinha uma visão mais voltada à produção publicitária e de videoclipes. Os ângulos de câmera viraram uma dificuldade extra para o segundo grande desafio do filme, a inserção da animação, comandada por Tony Cervone. O mítico produtor Ivan Reitman manteve o projeto na linha. Foram 19 meses de produção, sendo 10 só de filmagem. Ao todo, 700 pessoas e 18 estúdios trabalharam para os 52 minutos de animação. Entre as várias soluções da época, numa transição entre as técnicas de animação analógicas e a era digital, a equipe precisou desenvolver um estúdio em 360 graus em chroma key para a criação das quadras animadas e trabalhar com uma ainda rudimentar tecnologia de captura de movimentos. Por boa parte das filmagens, Jordan interagia apenas com uma tabela de basquete. Mas nem sempre era suficiente. — Queríamos que ele jogasse contra jogadores reais, que seriam substituídos pelos Looney Tunes (na pós-produção). Trouxemos jogadores da NBA que não eram estrelas, atores e improvisadores para se vestirem de verde e simularem a linha de visão do Pernalonga e de outros personagens. Isso trouxe uma sensação de interação entre Michael e os personagens — relembrou Ed Jones, supervisor de efeitos visuais, quando o filme completou 20 anos. Com Jordan, formavam o time de atletas Charles Barkley, Muggsy Bogues, Shawn Bradley, Patrick Ewing e Larry Johnson, que tinham o “talento” roubado pelos “Monstars”, os vilões da história. Na trama, Pernalonga e companhia foram ao mundo real pedir ajuda do craque após desafiarem os vilões, que queriam torná-los atrações de um parque de diversões espacial. Fase delicada O projeto também veio num momento sensível da carreira de Michael. Entre comédia e um leve toque de drama, o filme aborda, ainda que com liberdade criativa, a decisão do jogador de atuar no beisebol, seguindo um sonho do pai, assassinado meses antes de sua primeira aposentadoria. A volta à NBA também não foi confortável para Jordan, que não conseguiu evitar que seus Bulls fossem eliminados pelo Orlando Magic de Shaquille O’Neal nos playoffs de 1995, ainda na semifinal da conferência, dois meses antes do início das gravações do filme. Por conta disso, uma das exigências do jogador e de sua equipe foi ter uma estrutura para manter o ritmo de treinos para a temporada. A solução da Warner foi construir uma gigantesca estrutura similar a um ginásio de basquete no estacionamento de seus estúdios em Burbank, na Califórnia. O local ficou conhecido como o Jordan Dome (o domo de Jordan) e foi palco de icônicos “rachões” nos quais Mike recebia os principais nomes da liga para treinar e retomar o ritmo de jogo.

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