Condomínios buscam soluções para se adaptar à nova lei sobre carregadores de veículos elétricos

 

Fonte:


Após a sanção do projeto de lei que permite a instalação de carregadores de veículos elétricos em vagas da garagem de prédios residenciais e comerciais, síndicos e condôminos buscam alternativas para a implementação.

A partir de agora, o morador poderá instalar o equipamento sem a necessidade de autorização de síndico ou de Assembleia.

No condomínio onde Eduardo Ortiz mora, o carregador é compartilhado entre os moradores e já funciona bem há algum tempo.

"Tem duas vagas lá, cada vaga foi selecionada porque é fácil, é bem na entrada assim. Tem dois carregadores, cada vaga tem um claro, da Wallbox, aí tem um aplicativo, a gente fez um cadastro no próprio condomínio e aí quando estiver desocupado você vai lá, para ter o carro, carrega e a cobrança vem no boleto da mensalidade do condomínio, bem discriminado, cada um paga a sua. Isso aí funciona pra caramba, essa noite inclusive deixei meu carro carregando, peguei de manhã, estava a 100%."

No entanto, essa não é a realidade para todos os prédios em São Paulo, No caso do síndico Maurício Vincentin, além da questão do custo, o condomínio tem uma limitação no espaço físico da garagem.

'E agora, com a nova legislação, nós vamos ter que nos adequar, porque caso o morador queira, nós temos que arranjar uma justificativa técnica para saber se pode, se não pode, e qual modificação fazer. Agora, como fazer? Quanto custa? Isso é um dos grandes desafios, porque nossas vagas, para você ter uma ideia, elas já são problemáticas com os carros atuais. Ela foi feita para fuscas, para carros, e no final dos anos 90 cabiam nas vagas. Hoje os carros são gigantes, eu já tenho um problema seríssimo de garagem para achar locais que as pessoas consigam estacionar seus carros sem atrapalhar demais."

O decreto não afeta as normas estabelecidas pela IT-40, que trata instalação elétrica de baixa tensão. A IT estava em consulta pública no fim do ano passado e deve ser atualizada em breve.

A Capitão Karol, porta-voz do Corpo de Bombeiros, ressalta que, apesar da autorização, a instalação de carregadores deve ser feita analisando as normas de segurança.

"Então, se a pessoa instalar de qualquer forma, sem o profissional técnico assinando os documentos que precisam, e ele, da cabeça dele, foi lá e foi irresponsável, instalou de qualquer forma, é o proprietário, quem instalou, que vai arcar com a forma que aquilo foi instalado. Agora, se foi tudo instalado de acordo com a norma, a legislação vigente, com o técnico assinando que estava tudo ok, aí se der algum problema, no futuro a perícia vai indicar."

Ela lembra que o prédio também precisa ter a infraestrutura necessária para receber os carregadores.

Segundo a Capitão Karol, o ponto de recarga em si não é alvo da fiscalização exclusiva do Corpo de Bombeiros.

No entanto, a área será passível de fiscalização quando o prédio for inspecionado para a emissão de um AVCB, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, por exemplo.