Condomínio no Rio ficou 13% mais caro em um ano. Veja ranking de bairros

 

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A taxa média de condomínio na cidade do Rio de Janeiro aumentou 13% em um ano, segundo levantamento da empresa de serviços financeiros para imobiliárias Loft. Em janeiro deste ano, esse custo mensal chegou a R$ 948, o mais alto entre as grandes cidades analisadas.

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O levantamento da Loft levou em consideração 34 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais do país e traz ainda informações por bairros. Com isso, a Zona Sul da cidade se destaca no ranking de condomínios mais caros, que conta ainda com a participação da Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste, no top 3.

— O condomínio é um custo fixo relevante e tende a subir em momentos de pressão sobre despesas de manutenção, segurança e serviços. No Rio, esse efeito aparece com força especialmente em bairros com imóveis maiores e prédios mais estruturados — afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

Ipanema e Lagoa têm as maiores taxas médias de um condomínio: R$ 2.200 e R$ 2.100. Na Barra da Tijuca, a média é de R$ 2.030. Leblon, Jardim Oceânico, São Conrado e Gávea também figuram entre os maiores custos da cidade. Em geral, esses bairros combinam imóveis de maior metragem e condomínios com infraestrutura mais completa, pressionando o custo mensal de manutenção.

Ipanema - R$ 2.200 (144 m²)

Lagoa - R$ 2.100 (160 m²)

Barra da Tijuca - R$ 2.030 (228 m²)

Leblon - R$ 1.978 (134 m²)

Barra da Tijuca: Jardim Oceânico - R$ 1.845 (188 m²)

São Conrado - R$ 1.800 (312 m²)

Gávea - R$ 1.700 (169 m²)

Cosme Velho - R$ 1.500 (274 m²)

Leme - R$ 1.470 (139 m²)

Copacabana - R$ 1.470 (127 m²)

Jardim Botânico - R$ 1.450 (218 m²)

Flamengo - R$ 1.400 (134 m²)

Laranjeiras - R$ 1.280 (127 m²)

Humaitá - R$ 1.210 (119 m²)

Botafogo - R$ 1.200 (107 m²)

Maiores altas aparecem fora dos bairros mais caros

Bairros com condomínios historicamente mais baratos, no entanto, tiveram grandes altas em um ano. Tanque (alta de 60%), Riachuelo (51%), Vila da Penha e Olaria (50% cada) lideram o ranking de crescimento desse custo.

— Quando olhamos para variações percentuais, é comum que bairros com valores absolutos menores apresentem altas mais fortes. Mudanças na composição dos anúncios, como a entrada de prédios novos ou condomínios com mais serviços, podem elevar rapidamente a média — afirma Takahashi.

Tanque - R$ 670, após alta de 60% (129 m²)

Riachuelo - R$ 569, após alta de 51% (86 m²)

Vila da Penha - R$ 450, após alta de 50% (116 m²)

Olaria - R$ 450, após alta de 50% (93 m²)

Cascadura - R$ 392, após alta de 40% (84 m²)

Leme - R$ 1.470, após alta de 31% (139 m²)

Vila Valqueire - R$ 510, após alta de 27% (140 m²)

Ipanema - R$ 2.200, após alta de 26% (144 m²)

Laranjeiras - R$ 1.280, após alta de 25% (127 m²)

Cosme Velho - R$ 1.500, após alta de 25% (274 m²)

Brás de Pina - R$ 400, após alta de 25% (112 m²)

Flamengo - R$ 1.400, após alta de 24% (134 m²)

Engenho de Dentro - R$ 680, após alta de 24% (102 m²)

Catete - R$ 820, após alta de 23% (72 m²)

Gávea - R$ 1.700, após alta de 21% (169 m²)