Como transformar um problema real em oportunidade de negócio? Ian Cunha nos traz respostas

 

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Como comenta o fundador Ian Cunha, o empreendedorismo começa quando a dor do mercado é mais forte do que o seu entusiasmo pela ideia. Quando o empreendedor entende a anatomia do problema, ele reduz o risco de construir o produto por vaidade e aumenta a chance de criar algo que o mercado realmente adote. Se você quer identificar oportunidades com potencial real, continue a leitura e observe como um problema concreto pode se transformar em proposta de valor clara.

O problema como matéria-prima de valor

Todo problema relevante tem três sinais: recorrência, impacto e urgência. A recorrência mostra que não é um evento raro. O impacto indica que a dor pesa em tempo, dinheiro, reputação ou qualidade. A urgência revela que as pessoas buscam solução, mesmo que improvisada. O empreendedor não precisa inventar a demanda; ele precisa interpretar aquela que já existe.

Consoante a lógica do empresário Ian Cunha, o problema certo é aquele que gera custo mesmo quando ninguém fala sobre ele. Ele aparece em retrabalho, atrasos, erros evitáveis, perdas silenciosas e decisões tomadas no escuro. Como resultado, a oportunidade surge quando você consegue tornar visível um custo que estava normalizado e oferecer uma alternativa mais simples, previsível e confiável.

A diferença entre sintoma e causa

Muitos negócios fracassam porque resolvem apenas o sintoma. O sintoma é o desconforto imediato, aquilo que o cliente reclama. A causa é o mecanismo que produz o desconforto repetidamente. A oportunidade mais forte aparece quando a solução reposiciona o sistema, e não apenas remenda a superfície. Isso significa entender o contexto: por que o problema persiste? Quais incentivos mantêm a fricção? Por que as soluções atuais não resolvem por completo? Negócios relevantes têm a coragem de enfrentar a causa, mesmo que isso exija uma proposta de valor mais bem explicada.

A clareza sobre quem paga a conta

Problema real não é o mesmo que reclamação. Reclamação é barulho. Problema real é dor com orçamento. Em mercados competitivos, o desafio é identificar quem percebe o custo e quem tem poder para decidir. Esse ponto muda a estratégia de produto, marca e distribuição, pois define como o valor será entendido e comprado.

Para o CEO Ian Cunha, transformar problema em oportunidade exige traduzir impacto em linguagem de decisão. Quando o valor é claro, a conversa deixa de ser sobre recurso e passa a ser sobre consequência. Dessa forma, o empreendedor evita cair no erro de vender funcionalidades, quando o que o mercado busca é redução de risco, ganho de tempo, confiabilidade e previsibilidade.

O custo da complexidade na solução

Há um paradoxo comum: quanto mais o empreendedor entende o problema, mais ele quer colocar no produto. Só que a complexidade cobra um preço alto, tanto para quem vende quanto para quem usa. A complexidade aumenta a curva de adoção, eleva o suporte, confunde o posicionamento e cria uma dificuldade de escala.

Como aponta o superintendente geral Ian Cunha, a oportunidade cresce quando a solução corta ruído e preserva o essencial. Soluções simples costumam vencer porque facilitam a adesão e mantêm consistência de entrega. Como consequência, o mercado passa a confiar no produto não pelo que ele promete, mas pelo que ele repete com estabilidade.

Oportunidade é problema bem interpretado

Por fim, o empreendedorismo é a capacidade de enxergar um problema real, entender sua causa, mapear quem paga a conta e construir uma solução que reduza custos com simplicidade e clareza. Como resume o superintendente geral Ian Cunha, o caminho mais seguro não é se apaixonar pela ideia, mas se comprometer com a realidade do problema. Quando isso acontece, a oportunidade deixa de ser uma hipótese e começa a se comportar como um negócio.