Como Porto Rico, terra natal de Bad Bunny, se tornou parte dos Estados Unidos? Entenda

 

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O cantor Bad Bunny fez sua apresentação nesse domingo (8) no intervalo do Super Bowl, em um show marcado por uma defesa da latinidade em meio a ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra imigrantes por agentes do ICE.

Trump, aliás, que criticou o artista, mas sem citar seu nome. Em uma publicação na sua rede social Truth Social, ele defendeu que o show foi uma afronta à grandeza da América.

Em um dos momentos mais marcantes, foram levadas bandeiras de diversos países que fazem parte da América do Norte, Central e do Sul. Bad Bunny levou a bandeira de seu país natal, Porto Rico, que pertence... aos EUA.

Por que Porto Rico é dos Estados Unidos?

Apresentação de Bad Bunny no Super Bowl supera recorde de audiência

Kevin C. Cox/Getty Images via AFP

A ilha no Caribe foi colonizada pelos espanhóis a partir de 1493 com a chegada de Cristóvão Colombo. O local, com grandes reservas de mineração, era bem explorado pelos europeus.

A situação mudou em 1898 quando os Estados Unidos invadiram o local em uma guerra conhecida como Hispano-Americana. Aumentando sua força, os EUA queriam retirar o controle da Espanha na área das Américas.

Ao fim da guerra, o Tratado de Paris foi assinado e os EUA ficaram com Guam, Filipinas e Porto Rico.

Depois de uma administração militar americana, a ilha ganhou status de parte dos EUA, mas independente, com um governo próprio civil. Em 1917 ainda foi aprovada uma lei que deu cidadania americana para os moradores locais.

Diversos referendos foram feitos sobre a anexação americana ao longo dos anos, sendo o último em 2024. Só que nenhum tinha objetivo de tomada de decisão, apenas de consulta.

Atualmente, Porto Rico não é um estado americano e sim um território dos EUA. Apesar de possuir um governo e constituição própria, ele não tem soberania.

Eles não votam para presidente dos EUA e nem para o senado. Mesmo assim, os porto-riquenhos podem ajudar nas escolhas das primárias dos partidos e elegem um representante na Câmara dos EUA. Esse escolhido não tem direito a voto, apenas participando de comissões. Ele é chamado de Comissário Residente.

Bad Bunny supera recorde de audiência em show de intervalo do Super Bowl

No último domingo (8), a cultura latino-americana foi a protagonista do show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl. E as expectativas anteriores à apresentação do porto-riquenho na grande final da NFL foram mais do que superadas. Isso porque, de acordo com levantamento da NBC, o artista ultrapassou a marca de 135 milhões de telespectadores, tornando-se o mais assistido da atração.

Tido como uma forte voz política da música pop atual, Bad Bunny ultrapassou o recorde anterior de Kendrick Lamar. A apresentação do rapper, que ocorreu em 2025, foi assistida por mais de 133,5 milhões de pessoas.

No top 3, em seguida, está a apresentação de Michael Jackson. Em 1993, o Rei do Pop chegou à marca de 133,4 milhões de telespectadores.

Na ode à América Latina, Bad Bunny cantou apenas em espanhol durante o show de 13 minutos — mais uma grande novidade no evento. Com convidados especiais, como Lady Gaga e também porto-riquenho Ricky Martin, o cantor transformou o campo em uma típica vila caribenha.

Artista mais ouvido em 2025 no Spotify, neste ano, o cantor vem marcando o mundo da música a cada final de semana. No domingo anterior (1), ele se tornou o primeiro artista de língua espanhola a vencer o prêmio de “Álbum do Ano” no Grammy.

E vale lembrar que o artista passará ainda neste mês por São Paulo, com a turnê do álbum “Debí Tirar Más Fotos”. Com shows agendados para os dias 20 e 21 de fevereiro, ainda há ingressos disponíveis para a segunda data.