Como melhorar a qualidade do ar em casa durante o verão? Médicos contam

 

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Durante o verão, o calor intenso faz com que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados e climatizados, com ar-condicionado e ventiladores ligados por longos períodos. Esse hábito reduz a circulação de ar dentro de casa e favorece o acúmulo de poeira, mofo e ácaros, fatores que contribuem para o surgimento de alergias e crises respiratórias. Diante disso, é importante saber como cuidar da qualidade do ar, que vai além do conforto térmico e se torna uma questão de saúde.

Para explicar como tornar os ambientes mais saudáveis nessa época do ano, o TechTudo ouviu três especialistas: Marco Antônio Viana, otorrinolaringologista da Saúde Digital do Grupo Fleury; Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista; e Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree. Ao longo do texto, respondemos como a poluição interfere no ar dentro de casa, como o ar-condicionado influencia a saúde respiratória e outros tópicos relacionados. Confira!

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Especialistas ouvidos pelo TechTudo explicam como cuidar da qualidade do ar dentro de casa durante o verão

Reprodução/Freepik (goffkein)

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Como melhorar a qualidade do ar em casa durante o verão?

Como a poluição interfere no ar dentro de casa

Como o ar-condicionado influencia a saúde respiratória

Por que a falta de manutenção prejudica o ar

Qual a melhor temperatura para evitar desconforto

Quais cuidados melhoram a qualidade do ar

Equipamentos que ajudam a manter o ar mais saudável

Quando os sintomas respiratórios viram alerta

1. Como a poluição interfere no ar dentro de casa

Especialmente em cidades grandes, a poluição prejudica a saúde respiratória e pode agravar quadros de asma, rinite e bronquite. Segundo Cristiane, isso ocorre porque, em períodos mais secos e quentes, como o verão, as partículas poluentes ficam mais concentradas no ar e penetram com mais facilidade nas vias aéreas.

Já Marco Antônio explica que esses poluentes também interferem no ar dentro de casa ao entrar por janelas, portas e frestas, além de se acumularem na poeira e nos tecidos. “Em dias de trânsito intenso ou ar ruim, você pode sentir olhos ardendo, nariz irritado e tosse, mesmo dentro de casa, principalmente se houver pouca filtração e limpeza”, completa.

2. Como o ar-condicionado influencia a saúde respiratória

Como já comentamos, o ar-condicionado é uma das soluções mais usadas para aliviar o calor. Cristiane explica que o aparelho tem a função de remover o ar quente do ambiente e substituí-lo por ar refrigerado, que passa por um processo de filtragem capaz de reter partículas suspensas. “Isso é bastante útil para pessoas com alergias respiratórias”, pontua.

Por outro lado, para garantir esse benefício, é fundamental que o equipamento esteja com a higienização em dia, ou seja, com o filtro limpo e sem cheiro de mofo. Sem esse cuidado, o ar-condicionado pode espalhar poeira, fungos e microrganismos nocivos, agravando quadros de rinite e asma, orienta Marco Antônio. Além disso, pode piorar a tosse crônica e a bronquite em pessoas mais sensíveis.

“Um sinal comum é: ‘toda vez que ligo o ar, eu pioro’ ou ‘toda vez que entro em um local com ar-condicionado, eu pioro", exemplifica o otorrinolaringologista.

O ar-condicionado é um ótimo aliado nos dias quentes, mas é preciso ter alguns cuidados ao utilizá-lo

Reprodução/Freepik

3. Por que a falta de manutenção prejudica o ar

Romenig explica que filtros sujos, manutenção irregular ou equipamentos mal dimensionados comprometem tanto a eficiência energética quanto a qualidade do ar. Por isso, a limpeza periódica é fundamental. Ele destaca que os avanços na climatização residencial trouxeram equipamentos com sistemas de filtragem mais eficientes e controles inteligentes de funcionamento, capazes de manter o ar em circulação constante e reduzir a concentração de poeira, poluentes e odores. Ainda assim, a tecnologia só entrega esses benefícios quando acompanhada de cuidados básicos. “A limpeza periódica e a escolha correta do aparelho fazem toda a diferença”, ressalta.

4. Qual a melhor temperatura para evitar desconforto

Além de garantir que o equipamento esteja limpo e em condições adequadas de uso, é importante prestar atenção à temperatura, que, quando muito baixa, pode contribuir para o ressecamento do ar e, como consequência, irritar as vias aéreas. “Uma faixa confortável e segura para a maioria das pessoas é entre 23 °C e 25 °C. O ideal é evitar extremos”, orienta Marco Antônio.

5. Quais cuidados melhoram a qualidade do ar

Existem hábitos domésticos simples que podem ser adotados para ajudar a manter a qualidade do ar dentro de casa. Confira as orientações dos especialistas:

Manter portas e janelas fechadas durante a climatização, evitando a entrada de poluentes externos;

Higienizar cortinas e tapetes com frequência, já que esses itens acumulam poeira e ácaros;

Reduzir a poeira, utilizando pano úmido no chão e nas superfícies, já que varrer pode levantar partículas no ar;

Diminuir fontes internas de poluição, como fumaça, incensos, sprays e produtos com odores fortes;

Limpar o filtro do ar-condicionado na frequência indicada pelo fabricante;

Ventilar a casa em horários mais adequados, como no início da manhã ou à noite, quando o ar externo tende a estar menos carregado;

Evitar mofo, observando vazamentos, paredes úmidas e cheiro de “guardado” das roupas;

Trocar roupas de cama com frequência e, sempre que possível, usar capas em colchões para reduzir o acúmulo de ácaros.

Manter os tapetes limpos é uma das dicas para melhorar a qualidade do ar dentro de casa

Reprodução/Freepik

6. Equipamentos que ajudam a manter o ar mais saudável

O ar-condicionado, já mencionado, é um importante aliado para melhorar o conforto térmico. Além dele, outros dispositivos também podem ajudar a tornar os ambientes internos mais agradáveis.

O ventilador, por exemplo, auxilia na sensação de frescor e na circulação do ar, mas exige alguns cuidados. O ideal é evitar direcionar o fluxo de ar diretamente para o rosto e manter o ambiente limpo, já que o aparelho pode espalhar poeira e outras partículas presentes no local. Por isso, é fundamental que esteja sempre higienizado antes do uso.

O umidificador também é um aliado, especialmente em dias mais secos. O aparelho dispersa água em forma de vapor no ambiente, ajudando a evitar o ressecamento e a irritação das vias nasais, da pele e dos olhos. Outro dispositivo que merece destaque é o purificador de ar, capaz de remover poeira, ácaros e fumaça, contribuindo para reduzir a presença de poluentes no ambiente e o contato dessas partículas com as vias respiratórias.

O umidificador de ar também é um dispositivo que contribui para melhorar o conforto térmico dentro de casa

Divulgação/Honeywell

7. Quando os sintomas respiratórios viram alerta

É importante ficar atento ao momento em que os sintomas respiratórios deixam de ser apenas desconfortos passageiros e passam a exigir avaliação médica. O ideal é buscar atendimento quando surgem sinais como chiado no peito, tosse persistente, crises recorrentes ou dificuldade para dormir por causa do nariz entupido. “Procure atendimento com mais urgência em caso de falta de ar, dor no peito, lábios arroxeados, febre alta persistente, prostração ou piora rápida do quadro, especialmente em crianças, idosos e asmáticos”, finaliza Marco Antônio.

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