Como funciona o match entre candidato e vaga? Entenda o papel da IA nas recomendações de emprego

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Fonte da notícia: Valor Valor

Sistemas de inteligência artificial utilizados em plataformas de emprego podem analisar experiências profissionais, competências, formação e características das vagas para identificar oportunidades com maior compatibilidade com o perfil do candidato. Entender esse processo se tornou cada vez mais relevante para profissionais que utilizam recomendações digitais na busca por emprego.

Segundo Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, detentora da Catho, "quando falamos em inteligência artificial aplicada à empregabilidade, é importante lembrar que o algoritmo não 'escolhe' ou determina sozinho qual oportunidade uma pessoa deve buscar.

Ele trabalha com informações disponíveis para identificar possíveis relações entre o perfil do candidato e as características de uma vaga. Quanto mais compreensível for esse processo, maior é a possibilidade de o profissional usar a tecnologia a seu favor".

A partir desses dados, algoritmos podem identificar padrões e estimar quais oportunidades têm maior aderência ao perfil, seja comparando-o com o comportamento de profissionais semelhantes (lógica colaborativa), seja considerando o momento da busca, como localização e interesses recentes (lógica contextual).

Isso não significa, necessariamente, que uma vaga que aparece primeiro seja "melhor" para aquele profissional, mas que o sistema identificou elementos de compatibilidade que justificam aquela recomendação. "Esse processo também mostra por que manter o currículo e o perfil profissional atualizados pode fazer diferença.

Informações incompletas ou desatualizadas reduzem a quantidade de dados disponíveis para que os sistemas encontrem possíveis conexões", pontua Fabio. Para isso, o diretor destaca que transparência é fundamental.

O candidato deve conseguir compreender, em termos simples, por que determinadas oportunidades são apresentadas a ele e quais informações podem influenciar essas recomendações. Também é importante que a tecnologia seja utilizada como apoio à tomada de decisão, sem substituir a análise humana em situações que exigem contexto, interpretação e julgamento.

IA pode ampliar possibilidades, desde que o candidato continue no controle Outro ponto de atenção, conforme Maeda, é evitar que os algoritmos reforcem padrões já existentes no mercado de trabalho.

Se os sistemas aprenderem apenas com comportamentos e dados históricos, existe o risco de reproduzir vieses e limitar a exposição de determinados profissionais a oportunidades diferentes de suas experiências anteriores. É justamente para tornar essa relação entre tecnologia e empregabilidade mais simples e próxima das pessoas que a Catho conta com a CathIA, sua inteligência artificial.

A solução atua como uma aliada na jornada profissional, utilizando IA para apoiar usuários em diferentes momentos da busca por oportunidades. Em vez de colocar a tecnologia como uma "caixa-preta", a proposta é que ela ajude o profissional a compreender melhor suas possibilidades e a tomar decisões mais informadas.

A ferramenta pode analisar diferentes informações para encontrar oportunidades que tenham relação com o perfil. Mas uma recomendação não é uma resposta definitiva, ela é um ponto de partida para avaliar se aquela vaga realmente combina com os objetivos, experiências e momento profissional.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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