Como foi tirar a CIN na prática: quanto tempo demora, agendamento e mais

 

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Tirar a CIN (Carteira de Identidade Nacional) foi mais simples do que eu esperava — mas não sem alguns pontos de atenção. Do agendamento à retirada do documento, o processo levou cerca de um mês. Neste guia, conto como foi fazer a nova identidade na prática, quanto tempo realmente demora todo o processo, como funciona o agendamento e se já vale a pena emitir a sua agora.

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A CIN Digital ou física vai substituir o atual RG (Registro Geral) a partir de 2032. A nova carteira reunirá, em um único documento vinculado ao número do CPF, diversas informações sobre o cidadão. Disponível em dois formatos, a primeira via da CIN é gratuita. Para solicitá-la, é necessário agendar o atendimento presencial e levar a documentação obrigatória, além de documentos adicionais. Confira!

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Como foi tirar a CIN na prática: quanto tempo demora, agendamento e mais

Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

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No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.

Por que resolvi fazer a CIN

Como foi o agendamento

Documentos exigidos

Atendimento presencial

Quanto tempo demorou o processo

Em quanto tempo a CIN Digital ficou pronta?

O que me surpreendeu

Vale a pena fazer agora ou esperar?

Por que resolvi fazer a CIN

Resolvi fazer a CIN no início de 2024. A princípio, foi mais pela ideia de “se já está valendo, por que esperar?”. Meu RG antigo ainda estava em bom estado, com todas as informações legíveis e sem nenhuma avaria. Posso dizer que fui pelo hype da novidade e pelo receio de ir adiando, adiando e adiando, e depois acabar enfrentando longas filas junto com todo mundo que também resolveu esperar.

Resolvi tirar minha CIN pouco depois do lançamento oficial

Divulgação/Secretaria-Geral

Como foi o agendamento

O primeiro passo para tirar o documento era o agendamento online, talvez o maior ponto de dificuldade. No Rio de Janeiro, o processo começava pelo site do Detran. Apesar de ser possível escolher a data para o atendimento presencial, isso não garantia disponibilidade em uma unidade próxima à residência. Esse foi, portanto, um ponto de alerta: dar preferência ao local de atendimento e não apenas à data. Superado esse problema, o agendamento solicitava dados básicos.

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Atualmente, o agendamento no estado do Rio é feito pelo app RJDigital, e o portal varia de acordo com a unidade federativa. Nesta página, o Governo Federal disponibiliza o caminho para o agendamento em todos os estados e no Distrito Federal.

Veja como foi o processo de agendamento

Mariana Saguias/TechTudo

Documentos exigidos

Obrigatoriamente, os documentos exigidos para a CIN são: CPF, Certidão de Nascimento ou de Casamento (original ou cópia autenticada) e comprovante de residência. Mas, como o grande atrativo da CIN é reunir todas as informações possíveis do cidadão em um único documento, levei todos os meus — menos o teste do pezinho. Apresentei o Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, número do PIS, Certificado de Reservista e meu cartão de doador de órgãos.

O CPF é um dos documentos obrigatórios que devem ser apresentados para emissão da CIN

Nicolly Vimercarte/TechTudo

Atendimento presencial

Sabemos que tudo o que envolve burocracia tende a ser enfadonho, mas, para minha surpresa, o atendimento presencial para tirar a CIN foi bem tranquilo. Ao chegar ao local, fui à recepção informar que havia agendado o serviço. Houve uma breve conferência dos documentos obrigatórios — a ausência de qualquer um deles faria o processo ser anulado e precisaria ser reagendado. Em seguida, fui encaminhado para uma fila com menos de dez pessoas.

Como o espaço reunia diferentes tipos de atendimento, nem todos na fila estavam ali para solicitar a Carteira. Por isso, não demorou muito até que eu fosse chamado. A partir daí, começou a coleta das impressões digitais (todos os dedos), a foto (tirada na hora) e a assinatura. Houve ainda uma nova análise minuciosa de toda a documentação para garantir que não houvesse erros.

Atendimento presencial foi rápido e sem burocracias

Reprodução/Freepik

Quanto tempo demorou o processo

Todo o processo, desde o agendamento até a emissão do documento físico, demorou pouco mais de um mês. O atendimento presencial consegui marcar para uma data não muito distante, o que tornou essa etapa bem rápida. No local, não fiquei mais de uma hora entre a fila e o atendimento.

O ponto mais demorado foi a retirada da CIN, mas isso já era previsto: o documento ficou pronto dentro do prazo estipulado de 30 dias. No momento da retirada, aguardei pouco tempo na fila até ser chamado e receber o documento em mãos pelo servidor público — sem muita demora também.

Importante ressalvar que este relato parte de uma experiência pessoal e pode variar de acordo com a localidade e a demanda pelo atendimento. Como tirei a carteira bem no início, acredito que a celeridade do serviço tenha sido por isso.

Em quanto tempo a CIN Digital ficou pronta?

Quando fui tirar a minha CIN lá em 2024, ainda não havia — ou pelo menos não comunicaram — sobre a versão digital. No entanto, conversando com pessoas próximas que solicitaram a Carteira mais recentemente, o prazo informado foi de pelo menos uma semana para o documento ficar disponível no aplicativo gov.br. Minha irmã, por exemplo, que deu entrada na CIN no final de março deste ano, me contou que a versão digital já estava disponível para ela no dia seguinte ao atendimento presencial.

Para acessá-la, basta abrir o Gov.br no Android e no iPhone (iOS) e clicar em "Carteira de documentos". A versão digital da CIN estará lá para visualização, baixar em PDF ou compartilhar por WhatsApp com outros contatos.

Veja como acessar a CIN Digital pelo celular

Reprodução/Diego Cataldo

O que me surpreendeu

A minha experiência ao tirar a CIN só teve pontos positivos. A morosidade burocrática praticamente não existiu, e tudo funcionou perfeitamente — desde o agendamento até a retirada do documento físico pronto. Mas preciso reforçar o fato de ter dado entrada bem cedo no processo. Dessa forma, consegui evitar qualquer tipo de problema, embora ainda estivesse sujeito, por exemplo, a uma eventual queda do sistema. No geral, todo o processo foi surpreendentemente positivo.

Vale a pena fazer agora ou esperar?

Como o RG atual só perderá a validade em 2032, o cidadão ainda tem bastante tempo para solicitar a nova CIN. No entanto, com base na minha experiência, acredito que quanto antes o documento for emitido, melhor. Como a demanda ainda não é geral, vale a pena fazer agora para evitar os problemas comuns de última hora: sites que caem devido ao grande número de acessos, longas filas no atendimento presencial e possíveis falhas no sistema que podem impedir a emissão do documento.

Vale tirar a nova CIN agora para evitar alta de demanda e problemas futuros

Divulgação/Governo Federal

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