Como astronautas vão ao banheiro? Nasa investiu R$ 118 milhões em sanitário espacial da missão Artemis II
A missão Artemis II, da Nasa, tem um sistema de banheiro desenvolvido para operar em condições de ausência de gravidade, um dos principais desafios enfrentados por astronautas no espaço. O equipamento, chamado “Sistema Universal de Gestão de Resíduos”, recebeu investimento superior a US$ 23 milhões (cerca de R$ 118,6 milhões, na cotação atual).
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Nesta quarta-feira, a missão saiu da base na Flórida e levou quatro astronautas em uma espaçonave para sobrevoar a Lua. Segundo a Nasa, a equipe viverá aproximadamente 10 dias no espaço. A falta de gravidade impõe, no entanto, dificuldades para atividades básicas, como o uso do sanitário. E isso exigiu soluções específicas para garantir o funcionamento adequado da estrutura.
Antes do lançamento, engenheiros chegaram a identificar um problema no novo sistema sanitário. Após análise, o equipamento foi considerado apto e liberado para uso pela tripulação. Pouco antes da decolagem, o controle da missão orientou os astronautas: "Recomendamos deixar o sistema atingir a velocidade de operação antes de adicionar fluidos".
Como funciona o banheiro espacial da Artemis II?
O sistema foi projetado para atender homens e mulheres. No caso da urina, utiliza um funil conectado a uma mangueira, com processamento feito por meio de um fluxo de ar suave, que evita vazamentos.
Para resíduos sólidos, o equipamento também conta com um assento especializado, que suga o material para um recipiente selado.
Durante o uso, os astronautas precisam permanecer estáveis. Para isso, o sistema inclui amarras e dispositivos de fixação que impedem que o corpo flutue em ambiente de microgravidade.
Como astronautas vão ao banheiro?
Reprodução/BBC
Qual é o objetivo da missão Artemis II?
Mais de meio século após a última missão tripulada do programa Apollo, a Nasa lançou a Artemis II, que levou quatro astronautas a um sobrevoo da Lua e pode estabelecer um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço.
A missão não prevê pouso no satélite, mas repetirá um feito histórico semelhante ao da Apollo 8, em 1968, ao contornar a Lua e retornar à Terra. A tripulação será formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen — grupo que inclui, pela primeira vez, uma mulher, um astronauta negro e um não americano em uma missão desse tipo.
O voo também marcará a estreia tripulada do foguete SLS (Space Launch System), peça central da estratégia americana para futuras explorações lunares. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que serviria como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.
