Como a música eletrônica virou também uma experiência visual na cultura digital
A música eletrônica atravessa um momento em que imagem, presença digital e performance passaram a ocupar um espaço tão relevante quanto a própria sonoridade. Em meio a essa transformação, artistas têm investido cada vez mais em linguagens audiovisuais e experiências pensadas para circular entre palcos, plataformas de streaming e redes sociais. É nesse cenário que surge JESTFLY, trabalho idealizado pelo músico e produtor Diego Spy.
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Conhecido anteriormente como guitarrista e fundador da banda Mandala, Diego ganhou projeção na cena nacional entre os anos 2000 e o início da década seguinte, período em que o grupo lançou dois álbuns e participou de festivais pelo país. Agora, retorna ao mercado com uma proposta ligada ao universo eletrônico e à aproximação crescente entre música, estética e entretenimento.
"Depois de muitos anos trabalhando com banda, comecei a sentir vontade de explorar formatos mais ligados à imagem e à performance. A música eletrônica acabou me levando para esse caminho", afirma.
Entenda por que a música eletrônica passou a ir além do som e virou também uma experiência visual
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A sonoridade reúne referências do Bass House, Pop/EDM e Hyperpop, gêneros que ganharam força nos últimos anos impulsionados pela cultura digital e pelas plataformas de streaming. As faixas misturam bases eletrônicas mais intensas, elementos melódicos e produção voltada tanto para apresentações ao vivo quanto para conteúdos audiovisuais. Segundo Diego, a ideia era desenvolver um trabalho conectado à maneira como o público consome música atualmente.
"Hoje, dificilmente o som aparece sozinho. Existe toda uma construção em volta dele, principalmente nas redes", diz.
Entenda por que a música eletrônica passou a ir além do som e virou também uma experiência visual
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Além do repertório, o artista estruturou uma linguagem estética própria, conectando figurinos, iluminação, vídeos e direção de arte. O movimento acompanha uma tendência já consolidada entre nomes da cena pop e eletrônica internacional, em que diferentes formatos visuais ajudam a ampliar a presença artística para além dos shows.
"Sempre tive interesse pela parte criativa dos espetáculos e pela construção dessa identidade mais completa", explica.
O primeiro lançamento de JESTFLY inclui o álbum Back to Reality, com 16 faixas, além de uma sequência de videoclipes interligados por uma história contínua. A proposta acompanha uma dinâmica cada vez mais presente na indústria musical, em que discos passam a ser apresentados também como experiências audiovisuais.
Entenda por que a música eletrônica passou a ir além do som e virou também uma experiência visual
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Outro elemento criado para reforçar essa estética foi a chamada JESTFLY Mansion, espaço utilizado como cenário para gravações e conteúdos ligados ao artista. O local serviu de base para o primeiro video set oficial e funciona como desdobramento da linguagem visual desenvolvida para essa fase.
Entenda por que a música eletrônica passou a ir além do som e virou também uma experiência visual
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A estreia ao vivo também incorporou recursos tecnológicos que vêm se tornando frequentes em apresentações do gênero, como projeções em 360 graus e telas de grande formato. "A ideia era criar uma ambientação que aproximasse as pessoas da atmosfera construída nas músicas e nos vídeos", conclui.
Diego Spy fala sobre a transformação da música eletrônica em uma experiência que vai além do som
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