Comissário diz que suspeito de ataque a judeus tem histórico de violência e problemas mentais
O comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, afirmou que o suspeito de atacar com faca três homens judeus, no norte da capital inglesa, nesta quarta-feira (29), tem um histórico de violência grave e problemas de saúde mental. O comissário da Polícia Antiterrorismo, Laurence Taylor, definiu o ataque como terrorista.
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Keir Starmer condena ataque contra judeus em Londres e promete responsabilização dos envolvidos
A organização Shomrim, formada por um grupo de voluntários judeus de segurança, afirmou que um homem foi visto correndo com uma faca e tentando esfaquear pessoas na rua Golders Green.
Inicialmente ele foi detido por agentes do grupo e na sequência, a polícia chegou e utilizou uma arma de choque para conter o suspeito.
O Serviço de Ambulâncias de Londres informou que três pacientes foram atendidos no local após o ataque, sendo que dois, um homem na faixa dos 70 e outro na dos 30 anos, foram levados ao hospital pelo próprio serviço.
As vítimas se encontram em condição estável, segundo as autoridades.
Durante um debate no parlamento, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se manifestou sobre o episódio:
"É profundamente preocupante para todos. Há agora uma investigação policial e penso que todos precisamos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar essa investigação e sermos absolutamente claros na nossa determinação em lidar com quaisquer crimes deste tipo, que temos visto com demasiada frequência ultimamente."
Nas redes sociais, o premiê agradeceu aos grupos voluntários e a polícia, afirmou que os responsáveis vão ser levados à Justiça e disse que ataques contra a comunidade judaica são ataques contra o Reino Unido.
No último mês, agentes de combate ao terrorismo prenderam mais de 20 pessoas em investigações de ataques a instalações ligadas a judeus, incluindo o incêndio de ambulâncias, no dia 23 de março.
O Congresso Judaico Europeu disse estar “alarmado” com o ataque e considera que o fato marca uma escalada perigosa em uma grave onda de incidentes antissemitas em Londres. A organização exigiu uma forte resposta ao episódio.
