Comissão de Valores Mobiliários fará 'pente-fino' em entidades ligadas ao Master
A Comissão de Valores Mobiliários vai fazer um pente-fino em entidades ligadas ao Banco Master. O resultado da investigação pode trazer avanços nas regras de transparência e segurança das transações.
A CVM vai analisar as operações entre o Master, a gestora de fundos Reag e outras entidades.
Segundo a CVM, um grupo de trabalho vai fazer a análise do material disponível, avaliando melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional.
A Reag e o Master são investigados pela Polícia Federal por suspeitas de fraude contra o sistema financeiro.
Outra instituição investigada por envolvimento com o Master é o Banco de Brasília, que teve um prejuízo de 5 bilhões de reais com a operação de compra de carteiras de crédito do Master.
Nesta sexta-feira (6), o BRB apresentou ao Banco Central um plano de recapitalização, com um cronograma para recompor o capital mínimo da instituição em até 6 meses.
Entre as alternativas estão a criação de um fundo de investimento com imóveis do governo do Distrito Federal e um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos.
Em outra frente, a Polícia Federal investiga relações suspeitas do Master com fundos de pensão.
Segundo um levantamento do jornal Folha de São Paulo, pelo menos CEM regimes de previdência estaduais e municipais investiram em fundos ligados ao Banco Master.
Até agora, se sabia que planos de previdência de servidores dos Estados do Rio de Janeiro, do Amazonas e do Amapá, além de 15 municípios, tinham aplicado dinheiro no Master.
Nesta sexta-feira (6), em Macapá, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga os crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta na aplicação de 400 milhões de reais do regime de previdência do Amapá.
O diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e mais dois conselheiros do comitê de investimento foram alvos de buscas na operação
