Comissão de Meio Ambiente da Alerj promove audiência pública para debater taxa de turismo em Angra
A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizará nesta quinta-feira uma nova audiência pública para discutir a cobrança da taxa de turismo criada pela Prefeitura de Angra dos Reis para visitantes da cidade. Desta vez, o debate acontecerá na Ilha Grande, um dos principais destinos turísticos do município, em meio às críticas de moradores, comerciantes e representantes do setor náutico sobre os impactos da medida.
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O encontro será realizado às 18h, na quadra poliesportiva da Vila do Abraão, principal localidade da ilha, e será aberto ao público.
Um grupo criado por moradores da Ilha com mais de 700 pessoas tem se mobilizado contrário a taxa.
A audiência é a segunda promovida pela comissão da Alerj sobre o tema e contará com a presença do deputado estadual Marcelo Dino, que vem acompanhando as discussões envolvendo a nova cobrança municipal.
Segundo parlamentares, a principal crítica gira em torno da ausência de melhorias estruturais que justifiquem a criação da taxa.
— Não há contrapartida dessa taxa seja em saneamento básico ou água tanto para moradores quanto para os turistas. Esgoto desemboca em praias — afirmou Marcelo Dino.
O deputado informou ainda que a Comissão de Meio Ambiente fará uma nova visita técnica à região no próximo dia 25, desta vez acompanhada por representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para verificar denúncias relacionadas às condições ambientais e ao saneamento local.
Reações na cidade
A discussão sobre a taxa de turismo começou no ano passado, quando a Prefeitura de Angra encaminhou à Câmara Municipal um projeto prevendo a cobrança de visitantes tanto na parte continental quanto nas ilhas do município.
Desde então, a proposta vem provocando reações entre empresários da rede hoteleira, barqueiros e comerciantes locais, que temem impactos no fluxo turístico e questionam a destinação dos recursos arrecadados.
Nos bastidores, parlamentares da Alerj avaliam que o debate sobre a cobrança ganhou dimensão política diante das reclamações sobre infraestrutura urbana e ambiental em áreas turísticas da cidade, especialmente em Ilha Grande, que enfrenta problemas históricos ligados ao saneamento básico e ao descarte irregular de esgoto.
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