Comissão convoca Vieira para explicar posição do Brasil
O tom das manifestações oficiais do governo brasileiro sobre a Guerra no Oriente Médio provocou questionamentos no Congresso. Diante da situação, o chanceler Mauro Vieira foi convocado para prestar esclarecimentos.
Ele deverá se apresentar perante os deputados na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, na Câmara. A data da audiência ainda será agendada, e o ministro tem comparecimento obrigatório.
Nesta terça-feira, o governo Lula expressou preocupação com a expansão do conflito para o Líbano. A manifestação ocorreu após enfrentamentos entre Israel e o Hezbollah, milícia xiita que possui aliança com Teerã.
Reações do Itamaraty
Em comunicado, o Itamaraty afirmou que acompanha "com grande preocupação" a extensão do conflito para o Líbano. Mencionou o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo Beirute.
Esta foi a terceira nota oficial do governo Lula sobre a Guerra no Oriente Médio. Anteriormente, o Brasil condenou um ataque dos EUA e de Israel contra o Irã. Esse ataque, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorreu durante negociações diplomáticas.
Outra manifestação expressou profunda preocupação com a "escalada das hostilidades na região do Golfo". Essa referência tratava dos disparos de mísseis e drones do Irã contra instalações dos EUA em países árabes, em retaliação. O governo apelou pela "interrupção de ações militares ofensivas".
Impacto na Viagem Presidencial
A Guerra no Oriente Médio também se tornou um fator na agenda da viagem de Lula a Washington. O presidente esperava visitar os Estados Unidos na segunda quinzena deste mês.
O principal objetivo seria discutir a relação bilateral com o presidente americano, Donald Trump. Contudo, membros do governo agora consideram que a duração do conflito pode atrasar o planejamento da visita. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
