Primeiras urnas fecharam às 20h de Brasília; falhas em máquinas de leitura atrasam contagem em quatro estados A contagem de votos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos teve início na noite desta terça-feira, 3, com o fechamento das primeiras seções em Indiana e Kentucky, às 18h no horário da costa leste (20h em Brasília).
O resultado definirá se o Partido Republicano de Donald Trump mantém o controle do Congresso. Pesquisas de intenção de voto indicam vantagem democrata na Câmara.
Seis outros estados encerraram a votação às 19h. A maioria das seções permanece aberta por várias horas, e o Alasca é o último a fechar, à 1h de quarta-feira, 4.
Os dados das primeiras urnas, portanto, representam uma fração pequena do total. Máquinas de leitura de cédulas de papel apresentaram problemas em condados da Geórgia, de Iowa, do Mississippi e de Nova York.
As falhas atrasaram tanto o voto quanto a contagem nessas regiões. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado.
A maioria das corridas não é competitiva, porque só um candidato tem condições reais de vencer. Para controlar as duas Casas, os democratas precisam conquistar ao menos três cadeiras na Câmara e quatro no Senado.
No Senado, a margem do partido é pequena. Os democratas teriam de manter todas as vagas que ocupam e vencer em pelo menos dois de sete estados em que Trump teve votação expressiva em 2024: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska, Ohio, Carolina do Sul e Texas.
O histórico favorece a oposição. Desde a Segunda Guerra Mundial, o partido do presidente perdeu espaço no Congresso em todas as eleições de meio de mandato, exceto em duas.
A aprovação de Trump está próxima dos piores níveis de seu governo. Segundo as pesquisas, o custo de vida é a principal preocupação dos eleitores, e a avaliação do presidente nesse tema é negativa.
Os preços foram pressionados pelas tarifas sobre importados, muitas depois derrubadas pela Justiça, e pelo ataque ao Irã em fevereiro. Trump realizou mais de 20 comícios na campanha.
Duas corridas ao Senado concentram atenção. Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed, 42, crítico de Israel, pode se tornar o primeiro senador muçulmano do país.
Republicanos o chamam de radical e comunista, e ele rejeita as acusações. No Texas, o democrata James Talarico, 37, enfrenta o republicano Ken Paxton, 63, procurador-geral do estado, que recebeu centenas de milhões de dólares em doações de Elon Musk.
Na terça, Trump disse que pretende interromper o repasse anual de US$ 3,8 bilhões a Israel. Não ficou claro como faria isso, já que uma lei de 2020 fixa os valores.
O Antogonista