Com seis empreas interessadas, leilão do Aeroporto do Galeão terá lance mínimo de R$ 932 milhões

 

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Seis empresas seguem interessadas em participar do leilão de concessão do Aeroporto do Galeão, marcado para 30 de março, na sede da B3, em São Paulo. O governo federal realizou um roadshow, série de apresentações para o mercado, com o objetivo de detalhar os ativos do aeroporto e atrair investidores para o processo de concessão.

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As apresentações foram conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculada à Casa Civil.

Durante os encontros, o governo detalhou os principais pontos do projeto de concessão, incluindo o novo modelo de leilão, as diretrizes contratuais e as perspectivas operacionais e econômicas para a administração do Aeroporto do Galeão.

Entre as etapas preliminares está prevista uma sessão pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, no auditório da B3, com participação presencial e online das empresas interessadas.

A concessionária atual tem como acionistas privados um grupo de Singapura e outro da França, que juntos detêm 51% da operação. Os outros 49% pertencem à Infraero, que deixará a administração do aeroporto após a conclusão do certame. No novo modelo, a empresa que vencer o leilão assumirá 100% da operação - o que é visto como um atrativo para o mercado, segundo o advogado Mozar Carvalho, especialista em concessões e licitações:

"Quando você opera 51%, você tem, às vezes, um contingente de estrutura operacional que você pode, um pouco mais, você operar 100% e ter um lucro muito maior, maior. Isso é um atrativo formidável para as empresas com expertise em gestão aeroportuária, porque permite maximizar a eficiência, parceria comercial, a integração com grandes redes globais, sem limitação de ter um sócio estatal, como é no caso atual. Contraponto de preocupação é exclusivamente a gente verificar a possibilidade de que essa empresa que vai operar 100% do Galeão, que ela seja uma empresa sólida, que ela seja uma empresa que não tem expertise em parte só do assunto. Você terá que gerenciar a questão de cargas, gerenciar a questão específica de passageiros e das empresas que operam, inclusive no Galeão, então é uma empresa que tenha 100% de toda essa expertise para não trazer problema futuro."

Um ponto de alerta de especialistas do setor é que a empresa vencedora precisará ter expertise em toda operação aeroportuária, e não apenas em parte dos processos, já que estará sozinha na concessão.

O valor mínimo fixado para o terminal é de R$ 932 milhões, a serem pagos à vista. Além disso, a empresa vencedora do leilão terá que recolher à União uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da concessão, que tem projeção de validade até 2039. O Galeão teve no ano passado 17,5 milhões de passageiros. A expectativa das empresas é conseguir elevar esse montando para mais de 20 milhões por ano.

A empresa vencedora do leilão passará a ser a única controladora do aeroporto. Com isso, tanto os atuais acionistas privados — que hoje detêm 51% da concessionária — quanto a Infraero deixarão a administração do Galeão.