Com robôs e IA, Distrito de Inovação começa a funcionar em Niterói

 

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O prédio histórico da Cantareira, em São Domingos, ganhou novos usos semana passada com o lançamento do Marco Zero do Distrito de Inovação. A abertura, no dia 30 de março, foi marcada por demonstrações de tecnologias como robótica, inteligência artificial e computação avançada, além de apresentações voltadas ao público sobre aplicações dessas ferramentas no dia a dia e em projetos futuros.

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Durante o evento, robôs interativos e experiências imersivas chamaram a atenção de estudantes e visitantes, transformando o espaço em uma espécie de vitrine do que se pretende desenvolver ali. As demonstrações, no entanto, ainda têm caráter conceitual. São protótipos e iniciativas em desenvolvimento que indicam caminhos possíveis para o uso da tecnologia em áreas como planejamento urbano, saúde, educação e meio ambiente.

Meta é integração

De acordo com a prefeitura, a proposta do distrito é funcionar como um ambiente de integração entre universidades, empresas e poder público, com foco em pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções tecnológicas. A proximidade com a Universidade Federal Fluminense (UFF) é vista como estratégica para atrair estudantes e fomentar a formação de mão de obra qualificada.

— A proposta é integrar a prefeitura com a universidade, o setor privado e o ecossistema de startups para estimular novos negócios, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. A presença de empresas e instituições participantes fortalece esse ambiente de inovação e cria condições para atrair investimentos e projetos estratégicos para a cidade — disse o prefeito Rodrigo Neves.

Ocupação da Cantareira será gradual, pois o prédio em São Domingos ainda passa por etapas finais de adaptação

Divulgação/Claudio Fernandes

Entre as instituições envolvidas no projeto estão empresas e centros de pesquisa como IBM, Nvidia, Petrobras/Cenpes, Finep, Faperj, Firjan, PUC-Rio, Fiocruz, CBPF e LNCC. Também foi formalizada a criação de um conselho técnico responsável por orientar as diretrizes científicas e estratégicas do distrito.

— Estamos conectando o município a redes de pesquisa avançadas e criando condições para o desenvolvimento de soluções que dialoguem com os desafios contemporâneos, ao mesmo tempo em que investimos na formação de talentos e no fortalecimento do desenvolvimento local — destacou a secretária municipal de Inovação, Juliana Benício.

Apesar do lançamento, o distrito ainda não opera plenamente. Na prática, deve abrigar, nos próximos meses, startups, laboratórios e projetos de inovação, além de receber eventos científicos e atividades abertas ao público. A prefeitura informou que o prédio ainda passa por etapas finais de adaptação e que a ocupação será gradual, com previsão de início ainda no primeiro semestre.

Entre as frentes já anunciadas está um programa de fomento a projetos aplicados em parceria com a UFF, voltado ao desenvolvimento sustentável da cidade, e a estruturação de uma rede de inovação que conecta universidades, empresas e governo. Outro destaque é a parceria para acesso remoto a computadores quânticos em nuvem, que deve permitir pesquisas avançadas sem a necessidade de instalação de equipamentos físicos no local.

Além da área tecnológica, o projeto prevê espaços culturais, como uma galeria de memória e outra dedicada à arte e tecnologia, além de áreas de convivência pensadas para estimular a circulação de estudantes, pesquisadores e empreendedores.

Requalificação da praça

A inauguração do distrito ocorre em meio a um conjunto de intervenções previstas para a região central da cidade. Entre elas está a reforma da Praça Leoni Ramos, em frente à Cantareira, anunciada no início de março. O projeto prevê substituição do piso, melhoria da iluminação, novo paisagismo e instalação de mobiliário urbano. A obra ainda será licitada e tem prazo estimado de término até oito meses após o início, com o objetivo de ampliar o uso do espaço e reforçar a revitalização do entorno.

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