A equipe praticamente reserva e os gritos de "quarta-feira é guerra" davam a dimensão de que a prioridade do Fluminense não poderia ser outra: o jogo de volta contra o Palmeiras, em São Paulo, pela semifinal da Libertadores. Após abrir o placar, o tricolor chegou a ter esperança de reassumir a terceira colocação do Campeonato Brasileiro diante do Santos, que conta com os talentosos Neymar, Gabigol e Philippe Coutinho. Os dois últimos, porém, marcaram os gols da virada por 2 a 1 neste domingo, no Maracanã. Antes de a bola rolar, Neymar fez questão de passar no banco de reservas tricolor para cumprimentar Marcão e os ex-companheiros, como Thiago Silva, Ganso e Hulk. Com o craque santista, Coutinho, Gabigol e Cebolinha formando um quarteto ofensivo de peso, o Peixe até ameaçou fazer pressão no começo do jogo, mas a iniciativa foi ofuscada por um gol relâmpago dos donos da casa. Aos três minutos, Castillo aproveitou um bate-rebate após cobrança de escanteio e fez valer a expressão de que "feio é não fazer gol". De canela e com a perna trocada (esquerda), o centroavante argentino só teve o trabalho de tocar a bola para o fundo das redes. Ele já havia marcado contra o Santos na vitória por 3 a 2 no primeiro turno do campeonato. No embalo da abertura do placar, o Fluminense conseguiu algumas escapadas perigosas, principalmente pelo lado direito, mas faltou capricho no último terço do campo, o que também foi um problema contra o Palmeiras. Em desvantagem, o Santos passou, aos poucos, a ficar mais com a posse de bola, enquanto o time de Marcão recuou para sair em velocidade no contra-ataque. Quem tornava essa estratégia possível era Nonato, que desarmou e venceu vários duelos diante do qualificado meio-campo santista. Neymar, por exemplo, não vivia uma tarde feliz tecnicamente, tanto que perdeu a bola 14 vezes apenas no primeiro tempo. Mas, nos acréscimos, aproveitou um erro na saída de bola tricolor para, enfim, chutar colocado da entrada da área e exigir uma boa defesa de Fábio. Na volta do intervalo, o cenário da partida seguiu praticamente igual, mas com o Santos mais intenso no ataque. E, se o Flu abriu o placar logo de cara, a equipe paulista usou o mesmo artifício. Aos quatro minutos, Gabigol bateu de primeira após uma troca de passes muito rápida e chegou ao 16º gol contra o tricolor, sua maior vítima na carreira. O ídolo do Flamengo aproveitou para fazer sua tradicional comemoração em frente aos tricolores. Mas o empate não foi suficiente para ligar o sinal de alerta. Minutos depois, a defesa tricolor ficou "olhando" Neymar pedir pênalti e deixou Coutinho livre para virar de cabeça após cruzamento de Bomtempo, recém-convocado para a Seleção Brasileira. Depois do baque duplo, Marcão não titubeou em fazer quatro alterações em uma única parada. Ganso, Savarino, Wesley Natã e Hulk entraram nos lugares de Lucho Acosta, Soteldo, Canobbio e Castillo, respectivamente. O último, aliás, foi vaiado pela torcida tricolor, apesar do gol marcado na partida. As substituições, porém, não surtiram o efeito desejado. Isso porque o Santos estava bem mais perto de fazer o terceiro gol do que o Fluminense de buscar uma reação no confronto. Prova disso é que Neymar isolou uma bola cara a cara e mandou outra na trave. Na sequência, Fábio operou um milagre em chute de Rony. Não há tempo para lamentar. Afinal, é tudo ou nada na Libertadores.
Com reservas, Fluminense sai na frente, mas Gabigol e Philippe Coutinho viram para o Santos no Brasileirão
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O Globo
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