Com o slogan 'O amigo do Lula', Delúbio Soares não é eleito deputado em Goiás após condenações no mensalão e na Lava-Jato

Com o slogan 'O amigo do Lula', Delúbio Soares não é eleito deputado em Goiás após condenações no mensalão e na Lava-Jato - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares não foi eleito para o cargo de deputado federal em Goiás com dos 14.218 votos neste domingo. Ele ficou na primeira suplência. A derrota veio após mais de 3,6 milhões de eleitores goianos escolherem o candidato para representá-los na Câmara dos Deputados, em Brasília. Após ser condenado por envolvimentos no Mensalão e na Operação Lava-Jato, Soares retornou às urnas com discurso de que, caso fosse eleito, trabalharia junto ao presidente Lula (PT) para "o progresso, a dignidade e a soberania", e não "no caminho da entrega, para o Brasil voltar a ser quintal dos Estados Unidos". Soares realizou campanha com o slogan “O amigo do Lula” e contou com o apoio do presidente, que declarou publicamente seu apoio após ter pedido votos para Zé Dirceu (PT), concorrente ao mesmo cargo. Em vídeo publicado no Instagram do ex-tesoureiro, Lula o descreve como "um dos companheiros que foi vítima da maior perseguição já feita na história desse país". Soares foi um dos fundadores da sigla e tesoureiro do partido na época do Mensalão. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de ser um dos integrantes do chamado "núcleo político" do esquema, ao lado de José Dirceu e José Genoino, e por crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, inicialmente a 8 anos e 11 meses de prisão. Em 2013, o Supremo manteve a condenação por corrupção ativa, mas o julgamento de um recurso alterou a condenação por formação de quadrilha. Em 2017, durante a Operação Lava Jato, Soares foi condenado a cumprir cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro no caso relacionado ao empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin a José Carlos Bumlai. Em 2018, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou a pena para seisanos de prisão por entender que ele havia participado da obtenção do empréstimo e da destinação de parte dos recursos. Em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou essa condenação por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso, determinando que o processo fosse encaminhado à Justiça Eleitoral.

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