Com 'O agente secreto' e 'Ainda estou aqui', Abraccine atualiza lista de 100 melhores filmes brasileiros
Passados 11 anos desde a publicação do livro "Os 100 melhores filmes brasileiros", a partir da votação de seus membros, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) decidiu que era hora de atualizar sua lista, não só para contemplar obras importantes do cinema nacional na última década, mas também para oferecer um olhar mais diverso acerca da produção brasileira.
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"Ainda estou aqui", de Walter Salles, e "O agente secreto", de Kleber Mendonça Filho, estão contemplados no novo levantamento, refletindo o impacto que tiveram no audiovisual nacional e internacional nos últimos dois anos.
Ao contrário do levantamento anterior, que oferecia um ranking dos 100 melhores filmes nacionais, com "Limite" (1931), de Mario Peixoto, ocupando a primeira posição, a nova lista foi disponibilizada pela ordem de lançamento. Isso será refletido em outro livro: "100 filmes brasileiros essenciais", com previsão de publicação no fim do ano.
Confira a lista abaixo:
"Limite" (1931), Mário Peixoto
"Ganga bruta" (1933), Humberto Mauro
"O ébrio" (1946), Gilda de Abreu
"Também somos irmãos" (1949), José Carlos Burle
"Carnaval Atlântida" (1952), José Carlos Burle
"O cangaceiro" (1953), Lima Barreto
"Rio, 40 graus" (1955), Nelson Pereira dos Santos
"Rio, Zona Norte" (1957), Nelson Pereira dos Santos
"O grande momento" (1958), Roberto Santos
"O homem do Sputnik" (1959), Carlos Manga
"Aruanda" (1960), Linduarte Noronha
"O assalto ao trem pagador" (1962), Roberto Farias
"O pagador de promessas" (1962), Anselmo Duarte
"Os cafajestes" (1962), Ruy Guerra
"Porto das caixas" (1962), Paulo Cezar Saraceni
"Vidas secas" (1963), Nelson Pereira dos Santos
"À meia noite levarei sua alma" (1964), José Mojica Marins
"A velha a fiar" (1964), Humberto Mauro
"Deus e o diabo na terra do sol" (1964), Glauber Rocha
"Noite vazia" (1964), Walter Hugo Khouri
"Os fuzis" (1964), Ruy Guerra
"A falecida" (1965), Leon Hirszman
"A hora e vez de Augusto Matraga" (1965), Roberto Santos
"São Paulo Sociedade Anônima" (1965), Luiz Sergio Person
"A entrevista" (1966), Helena Solberg
"O padre e a moça" (1966), Joaquim Pedro de Andrade
"Todas as mulheres do mundo" (1966), Domingos de Oliveira
"A margem" (1967), Ozualdo Candeias
"Esta noite encarnarei no teu cadáver" (1967), José Mojica Marins
"O caso dos irmãos Naves" (1967), Luiz Sergio Person
"O menino e o vento" (1967), Carlos Hugo Christensen
"Terra em transe" (1967), Glauber Rocha
"O bandido da luz vermelha" (1968), Rogério Sganzerla
"A mulher de todos" (1969), Rogério Sganzerla
"Macunaíma" (1969), Joaquim Pedro de Andrade
"Matou a família e foi ao cinema" (1969), Julio Bressane
"O dragão da maldade contra o santo guerreiro" (1969), Glauber Rocha
"O despertar da besta" (1970), José Mojica Marins
"Sem essa, Aranha" (1970), Rogério Sganzerla
"Um é pouco, dois é bom" (1970), Odilon Lopez
"Bang bang" (1971), Andrea Tonacci
"S. Bernardo" (1972), Leon Hirszman
"Toda nudez será castigada" (1972), Arnaldo Jabor
"Alma no olho" (1973), Zózimo Bulbul
"Compasso de espera" (1973), Antunes Filho
"Os homens que eu tive" (1973), Tereza Trautman
"A rainha diaba" (1974), Antonio Carlos da Fontoura
"Iracema, uma transa amazônica" (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna
"Dona Flor e seus dois maridos" (1976), Bruno Barreto
"Lúcio Flávio, o passageiro da agonia" (1977), Hector Babenco
"Mar de rosas" (1977), Ana Carolina
"A lira do delírio" (1978), Walter Lima Jr.
"Tudo bem" (1978), Arnaldo Jabor
"A mulher que inventou o amor" (1980), Jean Garrett
"Bye bye Brasil" (1980), Carlos Diegues
"O homem que virou suco" (1980), João Batista de Andrade
"Pixote, a lei do mais fraco" (1980), Hector Babenco
"Eles não usam black-tie" (1981), Leon Hirszman
"Os saltimbancos trapalhões" (1981), J.B. Tanko
"Das tripas coração" (1982), Ana Carolina
"Pra frente Brasil" (1982), Roberto Farias
"Onda Nova" (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia
"Amor maldito" (1984), Adélia Sampaio
"Cabra marcado para morrer" (1984), Eduardo Coutinho
"Memórias do cárcere" (1984), Nelson Pereira dos Santos
"A hora da estrela" (1985), Suzana Amaral
"A marvada carne" (1985), André Klotzel
"Filme demência" (1986), Carlos Reichenbach
"Ilha das Flores" (1989), Jorge Furtado
"Que bom te ver viva" (1989), Lúcia Murat
"Superoutro" (1989), Edgard Navarro
"Alma corsária" (1993), Carlos Reichenbach
"Carlota Joaquina, princesa do Brazil" (1995), Carla Camurati
"Terra estrangeira" (1995), Daniela Thomas e Walter Salles
"Baile perfumado" (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas
"Central do Brasil" (1998), Walter Salles
"O auto da compadecida" (2000), Guel Arraes
"Bicho de sete cabeças" (2001), Laís Bodanzky
"Lavoura arcaica" (2001), Luiz Fernando Carvalho
"Cidade de Deus" (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund
"Edifício Master" (2002), Eduardo Coutinho
"Madame Satã" (2002), Karim Aïnouz
"Cinema aspirinas e urubus" (2005), Marcelo Gomes
"O céu de Suely" (2006), Karim Aïnouz
"Serras da desordem" (2006), Andrea Tonacci
"Jogo de cena" (2007), Eduardo Coutinho
"Saneamento básico, o filme" (2007), Jorge Furtado
"Santiago" (2007), João Moreira Salles
"Trabalhar cansa" (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra
"O som ao redor" (2012), Kleber Mendonça Filho
"O menino e o mundo" (2013), Alê Abreu
"Branco sai, preto fica" (2014), Adirley Queirós
"Que horas ela volta?" (2015), Anna Muylaert
"Aquarius" (2016), Kleber Mendonça Filho
"Arábia" (2017), Affonso Uchoa, João Dumans
"As boas maneiras" (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra
"Marte um" (2022), Gabriel Martins
"Mato seco em chamas" (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta
"Ainda estou aqui" (2024), Walter Salles
"O agente secreto" (2025), Kleber Mendonça Filho
