Com nome em homenagem à diva colombiana, Chakyra se destaca em aglomeração de fãs em Copacabana: 'Nascemos no mesmo dia'
O nome dela é Chakyra. Entre o grupo de fãs da cantora reunidos em frente ao Copacabana Palace — onde Shakira, a original da Colômbia, está hospedada no Rio de Janeiro —, uma carioca homônima ergue a carteira de identidade para provar que não há admiradora igual. É verdade. Além do nome semelhante ao da artista, a jovem de 28 anos nasceu, pasmem, na mesmíssima data da intérprete de sucessos como "Estoy aquí", "Whenever, wherever" e "Waka Waka".
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— Só fui me ligar dessa coincidência aos 15 anos, ao ler a matéria de uma revista. Nós duas nascemos em 2 de fevereiro — reforça a moradora de Laranjeiras, batizada como Chakyra devido à idolatria da mãe pela cantora.
Na pequena aglomeração que toma conta dos arredores do palco na Praia de Copacabana, onde a popstar se apresentará no sábado (2), Chakyra de Andrade, a brasileira, se tornou uma estrela improvável. Discreta, sem qualquer adereço em referência à cantora, a assessora jurídica fez vídeos, deu entrevistas, posou para fotos... E tirou do bolso, por várias vezes, o documento original do próprio RG. A mãe da moça só não a acompanhou porque está se recuperando de uma cirurgia recém-realizada.
— Para mim, sempre foi uma honra ter um nome tão bonito e inspirado numa mulher empoderada, trabalhadora e libertária. Desde pequenininha, canto e danço todas as músicas da Shakira. E é tanta coisa engraçada que já aconteceu... Se me chamam em qualquer lugar, todo mundo já olha. Quando fui à Colômbia, os policiais da imigração me fizeram cantar e dançar pelo menos uma música. Ninguém acredita. Na adolescência, fiz até apresentação cover no colégio. Algumas pessoas faziam graça, é claro. Mas eu nunca tive vergonha do meu nome. Ao contrário. Isso só me dá orgulho — afirma ela, que verá um show da ídolo pela primeira vez, e logo na área vip (o benefício foi conquistado por meio de uma ação de patrocinadores).
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Aparição na janela
Desde que a colombiana aterrissou na capital fluminense, na última quarta-feira (29), uma turma de admiradores faz festa na calçada em frente ao Copacabana Palace. Todos querem tirar uma casquinha da cantora, que só deu as caras na janela do hotel por alguns minutos, em momento captado pelo GLOBO. "Ela tem que pelo menos dar um tchau. Cadê? Veio pra cá só para dormir?", reclamou um vendedor ambulante, com uma bolsa encalhada com mais de cem leques estampados com o rosto da cantora. O valor das peças giram em torno de R$ 50 e R$ 70. Ou mais, a depender do perfil do cliente, como constatou a reportagem.
— Pra ser sincero, o negócio aqui está ruim. Ano passado, com a Lady Gaga, as vendas estavam voando nesse período. Mas acho que ainda vai esquentar. Tenho fé — diz um vendedor, preferindo não se identificar ao revelar o modo escuso de precificação dos itens. — O meu leque hoje está R$ 50. Mas para gringo é pelo menos R$ 100. A questão é que os estrangeiros mudaram, né? Antigamente a gente dizia o preço e eles pagavam. Agora estão pior que brasileiros... Pô, ficam chorando, reclamando. Querem negociar o preço de tudo.
Nando Galdi: 'Maio virou o mês da 'montação', né?'
Guito Moreto / Agência O Globo
Na entrada do Copacabana Palace, brasileiros são maioria absoluta entre os fãs. O lugar, aliás, virou um ponto de encontro. Muitos se conhecem ali mesmo e logo trocam contatos para combinar de ir juntos à apresentação. Alguns compartilham até dicas de onde conseguir os melhores looks. Sim, como aconteceu nos últimos anos — nas apresentações de Madonna e Lady Gaga —, Copacabana deve se tornar uma passarela novamente.
— Maio virou o mês da "montação", né? — comemora o carioca Nando Galdi, de 33 anos, com salto alto e peruca à la Shakira. — No dia do show, vou chegar cedinho. E todo montado, é claro.
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Quem já está na praia planeja madrugar para garantir um bom lugar na areia. Moradora de Brasília, a estudante Pamela Souza, de 27 anos, deixou o aeroporto, na noite de quarta-feira, diretamente para a orla, na esperança de ver Shakira de perto. Na manhã desta quinta-feira (30), lá estava ela novamente.
— Sou fã maluca, obcecada. Está difícil lidar com a expectativa — conta a jovem, com a voz rouca.
Pamela Souza: 'Sou fã maluca, obcecada'
Guito Moreto / Agência O Globo
A catarinense Daniela Groth, de 25 anos, deixou a cidade de Pinhalzinho só para ver o show. Há cerca de um ano, quando começaram a circular rumores de que Shakira se apresentaria em Copacabana, ela comprou passagens e providenciou a hospedagem. Até sábado, a moça também não arredará o pé dos arredores do palco.
— É muita ansiedade. Escuto Shakira desde criancinha. Para cada fase da minha vida, há uma música, sabe? Tem canção para os momentos tristes, alegres... Ela abraça a gente em todos os momentos — exalta a design, ao lado da amiga paulista Arieli Pontigo, a quem conheceu por meio de um fã-clube digital. — O que uniu a gente foi um amor em comum.
Daniela Kroth, 25 anos, designer, e Arieli Pontigo, 27 anos, artista circense
Guito Moreto / Agência O Globo
