Com medo, mulheres procuram cada vez mais o aplicativo de proteção, que já passa de 45 mil cadastros
Somente nos últimos cinco meses, o aplicativo SP Mulher Segura somou cerca de 15 mil novas usuárias ativas no estado de São Paulo. O crescimento se intensificou em janeiro: em menos de 20 dias, o total passou de 42,7 mil para 45,1 mil usuárias ativas, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
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A alta no número de acessos ocorre em um cenário de agravamento da violência contra a mulher. Em São Paulo, 2025 terminou com ao menos 233 casos de feminicídio, o maior número já registrado no estado. Os números ainda podem crescer, já que os dados consolidados de dezembro só serão divulgados no início de fevereiro.
Desde o lançamento, em março de 2024, o SP Mulher Segura já concentrou 1.592 registros de boletim de ocorrência e 1.339 acionamentos do botão do pânico, mecanismo acionado em situações de risco iminente à vida. Somente pelo aplicativo, a polícia já recebeu 496 solicitações de medidas protetivas de urgência.
Casos emblemáticos
Em novembro, Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, na Zona Norte, pelo ex-ficante. Após mais de um mês internada em estado grave, ela morreu em 24 de dezembro. Já em dezembro, um homem de 36 anos atirou seis vezes contra a ex-companheira Evelin de Souza Saraiva, de 38 anos, dentro de uma pastelaria, também na Zona Norte. Ele estava foragido desde o ano passado e foi preso nesta semana.
